Localização: Microrregião Bananeiras e na Mesorregião Agreste Paraibano do Estado da Paraíba.
Limites geográficos municipais: Borborema, Solânea, Dona Inês, Pirpirituba e Belém.
Área territorial: 258 km²
População: 23 989 hab. IBGE/2024
Gentílico: Bananeirense
Distância da capital João Pessoa: 141 km
Acesso a partir de João Pessoa: BR 230/BR 104/PB 105/PB
Data da emancipação política: 16 de outubro de 1879
Configurações geomorfológicas: O município de Bananeira está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta. Sua altitude possui cerca de 552 metros
Vegetação: A vegetação desta unidade é formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes.
Hidrografias: O município de Bananeiras encontra-se inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Curimataú. Seus principais tributários são os Rios: Curimataú, Dantas e Picadas, além dos Riachos: Sombrio e Carubeba. O principal corpo de acumulação é o açude da Piaba. Os principais cursos d’ água no município têm regime de escoamento intermitente e o padrão de drenagem é o dendrítico.
História
A colonização de Bananeiras teve início entre as décadas de 1620 e 1630, quando Domingos Vieira e Zacarias de Melo receberam sesmarias em 1716, dando início à ocupação sistemática. O nome do município deriva das pacoveiras, uma variedade rústica de bananeiras comum na área. Inicialmente, Bananeiras fazia parte da Vila de São Miguel da Baía da Traição, mas em 1822 passou a integrar o termo de Areia.
Em 9 de maio de 1833, a Resolução do Conselho do Governo instituiu o Município de Bananeiras, que foi oficialmente instalado em 10 de outubro do mesmo ano. Dois anos depois, em 26 de maio de 1835, foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Livramento. O status de cidade foi concedido em 16 de outubro de 1879, por meio da Lei Provincial n.º 690. A partir de 1953, Bananeiras passou por sucessivas desanexações territoriais para a formação de novos municípios. Atualmente, é composta por dois distritos: Bananeiras e Maia. Além disso, sedia uma comarca, estabelecida pela Lei Provincial n.º 19, de 10 de outubro de 1857.
No século XIX, Bananeiras se destacou como o maior produtor de café da Paraíba e o segundo do Nordeste. A chegada do trem em 1922, através do Túnel da Serra da Viração, impulsionou o escoamento da produção. Entretanto, em 1923, a praga Cerococus paraibensis devastou as lavouras, levando a economia local a se diversificar para a cana-de-açúcar, fumo e arroz. Hoje, o município tem sua economia baseada no comércio e serviços, com participação menor da indústria e agropecuária.
Patrimônio e Turismo
Reconhecida como Patrimônio Histórico da Paraíba desde 2010, Bananeiras abriga mais de 80 edificações históricas que refletem os estilos colonial, neoclássico, eclético e art déco.
O município se destaca pelo tradicional “Melhor São João Pé de Serra do Mundo”, título concedido pela prefeitura, atraindo cerca de 100 mil visitantes. Outro atrativo é a Rota Caminhos do Frio, realizada entre julho e agosto. Além disso, os engenhos Rainha e Cascavel proporcionam experiências imersivas sobre a produção da cachaça.
Os principais pontos turísticos incluem:
- Estação Bananeiras: Complexo que inclui pousada, museu e restaurante, localizado em uma antiga estação de trem, proporcionando um ambiente histórico.
- Túnel da Serra da Viração: Construído em 1918 para a passagem do trem, hoje abriga um hotel e o Museu Simeão Cananéia.
- Museu Desembargador Simeão Cananéia: Instalado em um antigo casarão, abriga um acervo histórico que inclui porcelanas, móveis de época e documentos.
- Praça Epitácio Pessoa: Marco histórico da cidade, inaugurada em 1922, é cercada por árvores e jardins, sendo palco de eventos culturais.
- Cine Teatro Excelsior: Fundado em 1948, foi um importante centro cultural da cidade e ainda hoje preserva sua estrutura original.
- Correios e Telégrafos: Edifício de 1835, um dos primeiros do Nordeste a utilizar pessoas que foram escravizadas como carteiros, mantendo sua estrutura original.
- Colégio Sagrado Coração de Jesus: Fundado em 1918, é um dos mais antigos do município, preservando a arquitetura eclética.
- Hotel Serra Golfe: Instalado em um casarão do século XX, oferece hospedagem sofisticada e gastronomia refinada.
- Igreja Matriz Nossa Senhora do Livramento: Inaugurada em 1861, conserva sua estrutura original e é centro das celebrações religiosas da cidade.
- Casarão das Meninas: Residência do Barão de Araruna, hoje abriga um restaurante de culinária internacional.
- Cemitério Público Municipal: Com a Capela do Divino Espírito Santo, datada de 1837, guarda memórias históricas do município.
Fontes:
https://itmempreendimentos.com.br/2024/03/14/bananeiras-no-verao/
https://pubhtml5.com/gqns/iqsx/roteiro_de_visita%C3%A7%C3%A3o_Bananeiras-Pb/
http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-pb-bananeiras/o-que-fazer
https://brejo.wordpress.com/2007/09/24/cachoeira-do-roncador-e-em-bananeiras/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bananeiras
http://www.cprm.gov.br/rehi/atlas/paraiba/relatorios/BANA020.pdf
*Atualizado em fevereiro de 2025 por Gabrielle Viana