Pesquisa e texto: Maria Beatriz Paulino
Sobre o Museu
O acervo é uma Instituição museológica digital, sem fins lucrativos, dedicada à sociedade e ao seu desenvolvimento por meio da conservação, exposição e difusão do patrimônio marítimo do Oceano Atlântico.
Tem acesso permanente em ambiente virtual e orienta suas atividades pelos princípios de pesquisar, preservar, educar e publicar, tendo a inclusão como eixo transversal para democratizar o acesso ao conhecimento.
Mesmo sendo fundado em 2021, o museu foi planejado desde 2015. No ano de inauguração, teve sua trajetória e funcionamento apresentados no Boletim do Centro Português de Geo-História e Pré-História no mesmo mês.
O destaque do acervo é a exposição “Porto do Varadouro com navio descarregado”, onde também são vistos trabalhadores no porto, instalações portuárias e outras embarcações no rio Sanhauá, no período do século 20.
Também pode-se ver outras obras, como a “Praia de Ponta de Mato, Cabedelo”, onde se vê crianças ao lado de um coqueiral recém-plantado, no início do século 20; a “Praça Álvaro Macharo, Varadouro, Parahyba do Norte”, em frente à estação Ferroviária da Great Western, perto do Porto do Varadouro, também no início do século 20.
Outro acervo documental que pode ser visto é o “Interior do estabelecimento da Tabacaria Peixoto, Parahyba do Norte”, no século 20, localizado na rua Maciel Pinheiro, na Parahyba do Norte.
Solheira, nova exposição
The Solheira é uma exposição dedicada à arte de pesca tradicional da solheira, uma rede de emalhar de três panos utilizada na captura de espécies como chocos e linguados. A mostra apresenta o funcionamento deste aparelho de pesca, composto por diferentes conjuntos de redes sinalizadas por boias e dispostas junto ao fundo do mar, mostrando o conhecimento técnico e a relação dos pescadores com o ambiente marítimo.
A exposição apresenta a memória das comunidades piscatórias da Torreira, em Portugal, e homenageia os pescadores que preservam estes saberes tradicionais. Com base em registros audiovisuais e documentação sobre artes de pesca, destaca a importância do patrimônio marítimo imaterial e das histórias humanas associadas às práticas do mar.
Banco de dados do EXEA
O site do Museu Virtual Marítimo EXEA, apresenta o banco de dados de fortificações costeiras,com divulgação de 75 fortificações localizadas em 17 países banhados pelo Atlântico: Portugal, Espanha, Colômbia, Guiana Francesa (França), Guatemala, Guiana, Honduras, Nicarágua, Panamá, Suriname, Uruguai, Venezuela, Gana, Angola, Senegal, Marrocos e Brasil. Criado para ampliar o acervo do museu, o banco centraliza informações sobre essas estruturas defensivas e sua importância para a história marítima, facilitando a consulta e a divulgação desse patrimônio cultural.
Outro banco de dados que pode ser encontrado no website do museu é sobre os naufrágios do Atlântico. A página contempla embarcações naufragadas ao longo dos anos no oceano. Até o momento, estão registrados 278 naufrágios em 25 sítios arqueológicos localizados no Brasil, Europa e áreas do Atlântico Norte.
Também é possível encontrar um banco de dados com os principais museus marítimos de Portugal, Espanha, França, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Brasil, com foco no Atlântico. A pesquisa aponta 52 museus distribuídos nestes sete países.
E-book sobre a preservação ambiental
A plataforma também disponibiliza o e-book “Iara e os Tesouros da Amazônia Azul”, que apresenta o patrimônio marítimo brasileiro por meio da personagem Iara, uma menina curiosa de Cabedelo que conduz uma jornada de descoberta sobre as riquezas naturais e culturais do oceano.
A obra apresenta uma linguagem lúdica e visual e aborda a importância da preservação ambiental, os impactos da poluição marinha, como o microplástico, e a valorização do patrimônio cultural, incluindo bens materiais e imateriais ligados ao mar.
Revista sobre a história marítima
A “Atlanticus – Volume 4” faz parte de uma série de publicações da revista dedicada à divulgação da História Marítima e dos estudos relacionados ao mar. A edição fala sobre a libertação de Salvador em 1625, a História Marítima e suas diferenças em relação à História Naval e a História da Marinha, além de abordar temas contemporâneos, como a implosão do submarino Titan e a preservação do patrimônio arqueológico costeiro em Portugal.
O volume também reúne verbetes sobre as Companhias das Índias e a Amazônia Azul, e fala dos aspectos históricos, estratégicos e culturais ligados ao oceano. A publicação encerra com a cronologia das atividades do Museu EXEA entre agosto de 2024 e novembro de 2025.
Organização
O museu é organizado e mantido pelos chamados “Tripulantes”, que são:
- Leandro Vilar, diretor geral e pesquisador associado
- Camila Rio Ribeiro, diretora técnica-científica e fundadora
- Raphaella Belmont, presidente do Instituto EXEA e fundadora
- Giovanna Wanderley, diretora jurídica e de relações interinstitucionais
- Ticiano Alves, editor-chefe da editora, designer, coordenador de exposições e fundador
- George Henrique, coordenador de acervo e pesquisa
- Juliana Rios, mídias sociais e fundadora
- Alexandra Figueiredo, coordenadora do Acordo de Cooperação com o IPT/Portugal e membra benemérita
- Jardel Stenio, presidente do Conselho Consultivo e pesquisador associado
- Antônio Elian Lawand Jr., pesquisador associado
- Daniel Réquia, membro do Conselho Consultivo e pesquisador associado
- Sylvia Brito, membra do Conselho Científico e pesquisadora associada
- Paula Rocha Marino de Araújo, pesquisadora associada
- ahcravo gorim (Antônio Cravo),membro benemérito
Fontes:
https://www.museuexea.org/sobre
https://visite.museus.gov.br/instituicoes/museu-maritimo-exea/
Imagens: Museu Marítimo EXEA (https://www.museuexea.org/sobre)