Pesquisa e texto: Abraão Sena
Local de realização: Sousa – PB
1ª edição: 21, 22 e 23 de Maio de 2026
Coordenação: Ênio Max
Instagram: @curtanaestacao
Curta na Estação é um festival de cinema e projeto de difusão audiovisual realizado na cidade de Sousa, no Alto Sertão paraibano. Criado com o propósito de democratizar o acesso ao cinema e valorizar a produção cultural do interior da Paraíba, o evento se destaca por promover exibições gratuitas de curtas-metragens e videoclipes em espaço público, transformando o histórico Largo da Estação Ferroviária em uma sala de cinema a céu aberto.
A primeira edição ocorreu entre os dias 21 e 23 de maio de 2026, reunindo 22 obras audiovisuais, entre filmes e videoclipes, além de apresentações musicais de artistas da região. A iniciativa buscou aproximar a população do audiovisual sertanejo e paraibano, ocupando um espaço simbólico da memória urbana de Sousa e resgatando a importância histórica da antiga estação ferroviária como local de encontros e circulação cultural.
A programação foi organizada em mostras temáticas inspiradas no universo ferroviário, como Encontro dos Trens, Ponto de Partida, Expresso Asa Branca e Escurinho, esta última dedicada à memória ferroviária da cidade. O festival também prestou homenagem a Joaquim Mateus de Oliveira, conhecido como Escurinho Ferroviário, trabalhador da antiga Rede Ferroviária Federal que atuou por décadas na manutenção dos trilhos da região.
Idealizado e realizado pela Aquarela Produções, o Curta na Estação integra o movimento de fortalecimento do audiovisual sertanejo, ao lado de iniciativas como o Festival de Audiovisual do Vale dos Dinossauros (Festissauro), contribuindo para a formação de público, a valorização de realizadores independentes e a preservação da memória cultural do Sertão paraibano.
Mais do que um festival de cinema, o Curta na Estação se consolidou como uma ação de ocupação cultural do espaço público, promovendo o encontro entre arte, patrimônio histórico e comunidade. Ao levar o cinema para as ruas, o projeto reafirma a importância da descentralização das atividades culturais e da valorização das narrativas produzidas no interior nordestino.
Fontes: