Entrevista e texto: Rose Leonardo
Naturalidade: Serra Talhada – PE // Radicado em Manaíra – PB
Nascimento: 10 de julho de 2007
Atividades artístico-culturais: Artes visuais
Instagram: João Sales (@joaosalesarte)
João Sales Cosme Pereira, conhecido artisticamente como João Sales, nasceu em 10 de julho de 2007, em Serra Talhada, Pernambuco, e reside atualmente em Manaíra, na Paraíba. Sua atuação artística concentra-se nas áreas de artes visuais e audiovisual, desenvolvendo trabalhos com pintura em tela, escrita e animação em stop motion.
Seu contato com a arte começou por volta dos dez anos de idade, quando iniciou a pintura em tecido. Desde a infância, demonstrava interesse por desenho, pintura e cinema, dedicando parte do seu tempo à criação de desenhos em papel. Aprendeu a desenhar de forma autodidata e teve seu primeiro contato com tintas por meio de aulas oferecidas por uma instituição pública de sua cidade. A partir dessa experiência, continuou praticando em casa e aprimorando suas técnicas.
Posteriormente, João Sales passou a produzir curtas-metragens de animação em stop motion e começou a trabalhar com pintura em tela, linguagem que utiliza atualmente. Entre suas produções está o curta-metragem Nosferatu, realizado de forma independente, projeto que considera uma de suas principais conquistas devido aos desafios envolvidos em sua produção.
Sua trajetória ganhou maior visibilidade a partir da participação em exposições e exibições audiovisuais. Em 2024, seu curta-metragem Nosferatu foi exibido no Palacine, espaço de cinema da Academia Princesense. No ano seguinte, a produção participou da Mostra Princesa de Cinema, enquanto suas obras foram apresentadas em duas exposições na Academia Princesense de Letras e Artes (APLA) e em uma exposição na ECIT Monsenhor Sebastião Rabelo. Em 2025, também participou do evento ‘Serenata para Canhoto’, ocasião em que suas telas foram exibidas pela primeira vez.
Criado em Manaíra, João Sales desenvolveu sua prática artística em um contexto que, segundo seu relato, apresenta limitações de estrutura e oportunidades para o setor cultural. Mesmo diante dessas dificuldades, manteve sua dedicação à arte. O acolhimento da APLA contribuiu para ampliar a divulgação de seu trabalho e possibilitou que suas produções alcançassem novos públicos, inclusive antes de obter maior reconhecimento em sua própria cidade.
Sua produção artística é influenciada pelo conhecimento das artes clássicas e pelo cinema clássico. Para o artista, a arte representa sua essência e é uma forma de expressar sua trajetória e seus interesses. Ele também considera que seu trabalho contribui para divulgar a produção artística realizada na Paraíba, dando visibilidade à existência e à diversidade da arte produzida no estado.
Entre seus trabalhos estão as telas A Última Ceia e o retrato de Sâmya Maria, além do curta-metragem Nosferatu. Atualmente, planeja desenvolver uma nova coleção de artes, aprimora o roteiro da peça teatral Manaíra, que aborda a lenda da indígena associada à origem do nome da cidade, e trabalha na escrita do livro “Antúrio Branco”. Seus planos incluem finalizar e publicar a peça e o livro, além de concretizar a coleção artística.
A trajetória de João Sales evidencia o desenvolvimento de uma prática artística construída por meio da aprendizagem autodidata, da experimentação e da persistência. Sua produção reúne pintura, literatura, cinema e teatro, expressando o interesse em valorizar a arte e ampliar o reconhecimento da produção cultural no interior paraibano.
Fonte:
Entrevista com João Sales cedida a Rosilene Leonardo em 11 de setembro de 2026.