Entrevista, pesquisa e texto: Rose Leonardo
Naturalidade: Campina Grande – PB
Nascimento: 24 de setembro de 1973
Atividades artístico-culturais: capoeira, música, teatro, dança, literatura, audiovisual e produção cultural
Instagram: @guerreiravirginiapassos // @cafuadasbruxas
Virgínia Silva Passos, conhecida artisticamente como Guerreira Passos, nasceu em 24 de setembro de 1973, em Campina Grande, Paraíba, onde também reside. Sua trajetória artística e cultural começou ainda na infância, por meio das brincadeiras de roda e das quadrilhas juninas. Ao longo dos anos, desenvolveu uma atuação diversificada nas áreas da capoeira, música, teatro, dança, literatura, audiovisual e produção cultural.
Sua aproximação com as manifestações populares ocorreu inicialmente por meio da participação em coletivos de quadrilhas juninas, grupos de ciranda, coco de roda e capoeira. Posteriormente, aprofundou seus conhecimentos por meio de estudos, treinamentos, pesquisas e contato direto com mestras e mestres da cultura popular. A capoeira tornou-se a principal referência de sua trajetória, servindo como base para sua atuação em outras linguagens artísticas.
Com três décadas de dedicação à capoeira, Guerreira Passos desenvolve atividades de pesquisa, formação e produção cultural. Sua experiência inclui a realização de festivais de capoeira desde 1998, além de aulas, oficinas e palestras voltadas ao compartilhamento de saberes e à valorização das tradições populares. Entre suas áreas de investigação estão os fundamentos da capoeira, as diferentes expressões do coco na Paraíba e no Nordeste e as linguagens presentes em manifestações como ciranda, cavalo-marinho, maracatu e maculelê.
Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física e pós-graduada em Gestão e Produção Cultural pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), atua também como percussionista, atriz, dançarina, arte-educadora, produtora cultural e ativista da cultura popular. Sua trajetória está relacionada à pesquisa e à vivência em comunidades rurais, quilombolas e indígenas, bem como à participação em eventos culturais na Paraíba e em estados vizinhos.
Entre suas principais iniciativas estão o Projeto Social de Capoeira, o Grupo Cultural Baque Virado da Borborema, o Festival Sambada da Feira, o Cafuá Produções e o trabalho A Saga de Maculelê. Atualmente, desenvolve o 19º Batizado e Troca de Cordas de Capoeira, a comemoração de seus 30 anos de dedicação à capoeira, o Festival Sambada da Feira 2026 e oficinas de percussão do Baque Virado da Borborema.
Sua atuação também é marcada pelo compromisso com a preservação da memória, da identidade e do pertencimento cultural. Por meio de aulas, palestras, oficinas e eventos, contribui para a transmissão de saberes e para a valorização das manifestações populares. Entre os reconhecimentos recebidos estão a Moção de Aplausos da Universidade Federal de Pernambuco, a Moção de Aplausos e a Medalha de Mérito das Artes e Ativismo Cultural da Câmara Municipal de Campina Grande, além dos prêmios Cultura Viva Sérgio Mamberti – Culturas Populares e Tradicionais Mestre Lucindo, Mãe Maria do Peixe, Wills Leal e Ações Formativas de Campina Grande.
Para Guerreira Passos, a arte representa uma filosofia de vida, uma fonte de renda e uma forma de bem-viver. Seu trabalho é construído a partir da relação com o território, com as tradições populares e com as pessoas que contribuem para a continuidade desses saberes. Entre seus projetos futuros está a criação de um ponto de cultura ou de uma filial de sua produtora na capital paraibana. Sua trajetória reafirma o papel da capoeira e da cultura popular na formação de identidades, na transmissão de conhecimentos e na construção da memória cultural do estado da Paraíba.
Fontes:
Entrevista com Virgínia Passos concedida a Rosilene Leonardo em 23 de agosto de 2026.
https://www.instagram.com/guerreiravirginiapassos/
https://www.instagram.com/p/DSZ3yiDEWsz/
https://medium.com/revistabesouro/festival-sambada-da-feira-2025-6958b18cf385
https://www.instagram.com/p/DSKutGXkQaR/?img_index=4