Pesquisa e texto: Abraão Sena
Naturalidade: João Pessoa – PB
Atividades artístico-culturais: Jornalista, antropólogo, escritor, pesquisador, arqueólogo e tradutor
Principais livros: Tríade; Hamburgo Blues; Saber com Sabor; Herdeiros do Medo; Meu Nome é Ninguém; Os Lobos de Manhattan Não Uivam ao Amanhecer; Sítios Arqueológicos de Santa Luzia; Arqueologia – Estudos e Pesquisas; O Vale dos Dinossauros; Antropologia Cultural; Tristes Tempos – O Coronavírus e Eu; Réquiem para uma Prostituta e Outras Crônicas.
Carlos Alberto Azevêdo é antropólogo, escritor, pesquisador, arqueólogo e tradutor paraibano, nascido em João Pessoa. Ainda jovem, mudou-se para o Recife, onde se formou em Sociologia e Política pela UFPE e se especializou em Antropologia Cultural e Pesquisa Social. Trabalhou no antigo Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, atual Fundação Joaquim Nabuco, a convite de Gilberto Freyre, instituição na qual atuou como antropólogo e dirigiu o Museu de Antropologia. Também foi professor de Antropologia Cultural na Universidade Católica de Pernambuco.
Durante a ditadura militar, foi perseguido politicamente e, em 1974, mudou-se para Berlim, na Alemanha, onde aprofundou os estudos em Antropologia, Sociologia, História da Arte, Arqueologia e Literaturas Românicas. Entre 1978 e 1999, lecionou no Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Livre de Berlim e na Hochschule Bremen. De volta à Paraíba, passou a atuar no Iphaep a partir de 2000, dedicando-se à pesquisa e à preservação do patrimônio histórico, arqueológico e cultural do estado.
Sua produção intelectual abrange literatura, antropologia e arqueologia, com livros como Tríade, Hamburgo Blues, Saber com Sabor, Herdeiros do Medo, Meu Nome é Ninguém, O Vale dos Dinossauros e Tristes Tempos – O Coronavírus e Eu. Também participou da fundação do Grupo Brasil Holandês e contribuiu para a recuperação de documentos históricos sobre a presença holandesa na Paraíba. Como tradutor, verteu para o alemão obras de autores brasileiros como Augusto dos Anjos, Sousândrade e Gregório de Matos.
Colunista do jornal A União, Carlos Alberto Azevêdo também se destacou pela produção de crônicas sobre cultura, memória e sociedade. Entre suas publicações está Réquiem para uma Prostituta e Outras Crônicas, que reúne textos publicados no periódico e inclui uma coleção de fotografias de diferentes momentos de sua vida, registrando encontros com importantes nomes da cultura brasileira. Sua trajetória representa uma contribuição significativa para a literatura, a pesquisa e a preservação da memória cultural da Paraíba.
Fonte:
Release bibliográfico do autor.