Localização: Mesorregião da Borborema e na Microrregião do Cariri Ocidental. Limita-se com o estado de Pernambuco e os municípios de São João do Tigre (22 km), São Sebastião do Umbuzeiro (37 km), Monteiro (35 km), Sumé (26 km) e Congo (20 km). Está distante da Capital 331,7 km
Área territorial: 543 688 km².
População / IBGE / 2022: 6.085 habitantes.
Gentílico: Camalauense
Limites geográficos municipais: Com o estado de Pernambuco e os municípios de São João do Tigre, São Sebastião do Umbuzeiro, Monteiro, Sumé e Congo.
Distância da capital João Pessoa: 332 km.
Acesso a partir de João Pessoa: Rodovias BR 230/BR 412/PB 224.
Data da emancipação política: 12 de dezembro de 1961.
Instalação do município: 19 de março de 1962.
Configurações geomorfológicas: Caracteriza-se por uma superfície de pediplanação bastante monótona, relevo predominantemente suave-ondulado, cortada por vales estreitos, com vertentes dissecadas. Elevações residuais, cristas e/ou outeiros pontuam a linha do horizonte. Esses relevos isolados testemunham os ciclos intensos de erosão que atingiram grande parte do sertão nordestino.
Altitude: 521 metros.
Vegetação: Sua vegetação predominante é a Caatinga que varia de Herbácea a Arbustiva.
Hidrografia: O município de Camalaú está situado nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Paraíba, região do Alto Paraíba.
O município de Camalaú é banhado pelo Rio da Serra ou do Espinho, onde foi construído o açude Cordeiros (já no município do Congo, mas com a maior parte das águas no município de Camalaú) e pelo Rio Paraíba ou do Meio, no qual foi construída a barragem pública de Camalaú, além de alguns riacho importantes como o da Raposa, Ipueira, Aguazinha, Craibeira, Lamarão, Pinheiro, etc.
Principal corpo de acumulação de água: açude Camalaú (46.437.520m3). Os principais cursos d’ água têm regime de escoamento intermitente e o padrão de drenagem é o dendrítico.
Clima: Tropical Semiárido, com chuvas de verão. Precipitação média anual de 431,8mm e temperatura média anual oscilando em torno de 25 °C. O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que Camalaú apresenta um clima com média pluviométrica anual de 627,1 mm e temperatura média anual de 23,3 °C.
Solo: Não cálcicos, rasos, pedregosos, da era Pré-Cambriana. Predominância de rochas metamórficas e presença de quartzo leitoso na superfície.
Artesanato: O artesanato de Camalaú destaca-se pela produção da renda renascença.
Economia: Agricultura, pecuária e comércio.
Eventos turísticos: Festa de Emancipação Política, Carnaval Molhado Vaquejadas, Motocross e Cavalgada.
Padroeiro do Município: São José
Atrações Turísticas Naturais: Balneário Público, Açude de Camalaú, além de belas paisagens que podem ser encontradas na zona rural do Município.
Patrimônio arquitetônico / material cultural: Praça Principal, Igreja Matriz de São José, Cruzeiro de Camalaú e Imagem de Santo Antonio em cima de um morro com vista para o Açude de Camalaú.
Equipamentos culturais / turísticos: Coral Municipal e lendas.
História do município: Na segunda metade do século XIX, as famílias de João José Cardoso da Silva e Clemente José de Oliveira, vindos de Pernambuco, instalaram-se na região onde se situa o Município, organizando as fazendas Boa Vista e Camalaú, respectivamente.
A fundação do povoado deu-se em 21 de junho de 1895 quando, oficialmente, Domingos Ferreira Brito e sua mulher, Rosa Maria da Conceição doaram mais de dezesseis hectares de terra à Igreja Católica para a formação do Patrimônio de São José, mediante a solicitação de José Cardoso da Silva, que passou a ser considerado o fundador da cidade.
Camalaú é um nome de origem indígena. Poderia ter sido o nome de chefe indígena ou de um grupo de aborígenes que habitavam nas imediações da área onde a cidade está situada, assim como poderia ter sido, apenas, o nome da área em que residiam esses povos.
Segundo alguns estudiosos, inclusive Horácio de Almeida e Coriolano Medeiros, notáveis, pesquisadores e escritores paraibanos, Camalaú seria a corruptela do tempo “Cam/B/Ara/Ú” ( Rio do Câmara, do tupi-guarani.)
Fontes:
http://www.cprm.gov.br/rehi/atlas/paraiba/relatorios/CAMA049.pdf
https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pb/camalau.html
Atualizado por Sandra da Costa Vasconcelos