Localização: Mata Paraibana
Área territorial: 211,5 km²
População: 833.932 IBGE/2022
Gentílico: Pessoense
Limites geográficos: Cabedelo (norte), Conde (sul), Bayeux e Santa Rita (oeste), Oceano Atlântico (leste)
Fundação: 5 de agosto de 1585
Configurações geomorfológicas: Típica da unidade Geoambiental dos Tabuleiros Costeiros
Altitude: 40 m
Vegetação: Bastante diversificada, apresentando a predominância de faixas de Mata Atlântica, coqueirais e manguezais, bem como vegetação de transição cerrado/floresta.
Hidrografia: O município pertence à bacia hidrográfica do Rio Paraíba, Região do Baixo-Paraíba. O principal curso de água é o Rio Paraíba, aliado aos rios Marés, Sanhauá, Jaguaribe e Mumbaba/Gramame, grandes provedores de água para o abastecimento da cidade.
Economia: Turismo, indústria, comércio e serviços.
História do município
Localizada no ponto mais oriental das Américas, João Pessoa é uma cidade onde a história e a natureza caminham lado a lado. Fundada em 1585, ela é a terceira capital mais antiga do Brasil e carrega em seu passado marcas profundas da colonização, da resistência indígena, das invasões estrangeiras e das transformações políticas e culturais que moldaram o país.
Antes da chegada dos colonizadores, a região era habitada pelos índios Tabajara, que mantinham contato com os franceses interessados na extração do pau-brasil. Em meio a conflitos com os portugueses, os franceses notavam se estabelecer na área, o que levou Portugal a organizar expedições para garantir o domínio da região.
Foi então que, em 1585, o Ouvidor-Geral Martim Leitão chegou com uma missão: expulsar os franceses, restaurar os fortins e fundar um novo povoado. Às margens do Rio Sanhauá, um afluente do rio Paraíba, nasceu o povoado batizado de Nossa Senhora das Neves, em homenagem à santa do dia. Pouco depois, em honra ao rei da Espanha, que na época dominava Portugal, o nome foi alterado para Felipéia de Nossa Senhora das Neves.
Durante o século XVII, a cidade enfrentou sucessivas batalhas contra indígenas e invasores estrangeiros. Na década de 1630, foi invadida pelos holandeses, que a chamaram de Frederikstadt. No entanto, os paraibanos resistiram bravamente, liderados por André Vidal de Negreiros, e em 1654 os holandeses foram definitivamente expulsos.
A cidade foi crescendo em meio à luta e à fé. Igrejas, conventos e casarões foram construídos, muitos dos quais permanecem até hoje como parte do rico patrimônio histórico da cidade. No século XVIII, destaca-se a construção do conjunto barroco formado pela Igreja de São Francisco e pelo Convento de Santo Antônio, verdadeiros ícones da arquitetura colonial brasileira.
Originalmente chamada Paraíba do Norte, a cidade ganhou seu nome atual em 1930, após o assassinato do então presidente do estado, João Pessoa, em Recife. Sua morte foi um dos estopins da Revolução de 1930, que transformou o cenário político nacional.
Ao longo do século XX, João Pessoa passou por um intenso processo de modernização urbana. Seu crescimento foi marcado por dois núcleos principais: o Varadouro, próximo ao rio, e a Cidade Alta, onde se instalaram as primeiras igrejas, residências da elite e instituições culturais. É nessa região que estão localizados o Teatro Santa Roza, o Museu de Arte Sacra da Paraíba e a Biblioteca Pública Estadual, entre outros importantes equipamentos culturais.
Hoje, João Pessoa é uma capital vibrante, conhecida pela sua qualidade de vida, riqueza cultural e belezas naturais. Seu centro histórico reúne construções de diferentes épocas que dialogam com um cenário natural privilegiado, com clima tropical, vegetação de Mata Atlântica e um litoral espetacular. Não por acaso, a cidade é considerada a segunda capital mais verde do mundo, com mais de 7 metros quadrados de área verde por habitante — título recebido na ECO-92, a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente.
Além disso, João Pessoa é chamada de “Porta do Sol”, por abrigar a Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas — onde o sol nasce primeiro no continente.
Com uma população acolhedora, forte tradição cultural e eventos marcantes como a Festa das Neves, o Festival Internacional de Música Clássica, o Salão de Artesanato e o São João, a cidade encanta turistas de todo o mundo. Praias como Tambaú, Cabo Branco e Bessa completam a experiência de quem visita a capital paraibana, oferecendo lazer, paisagens de tirar o fôlego e uma gastronomia rica em sabores locais.
João Pessoa é, acima de tudo, uma cidade onde passado, presente e futuro se encontram — um destino que oferece história viva, beleza natural e uma qualidade de vida que a torna inesquecível.
Fontes:
https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/joao-pessoa/panorama
https://turismo.joaopessoa.pb.gov.br/um-pouco-da-sua-historia/?utm_source
Atualizado por Sara Fortunato*