Pesquisa e texto: Sandra da Costa Vasconcelos // Atualização: Luaiza Gonçalves (Lua Isa)
Naturalidade: Pirpirituba – PB
Nascimento: 07 de fevereiro de 1944
Atividades artístico-culturais: artista plástica, artesã, produtora executiva, palestrante e oficineira
Facebook: Joana Alves Silva
E-mail: joanitabalaio@gmail.com
Contato: (83) 98877-6773
Instragram: @produtorajoanaalves
Joana Alves nasceu no dia 07 de fevereiro de 1944 em Pirpirituba, Paraíba, e mora atualmente em João Pessoa. Ela conta que aos sete anos de idade ouvia pela primeira vez “Asa Branca” com Luiz Gonzaga e que foi daí que começou a sua história com a cultura nordestina. Licenciada em Educação Artística pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB, com especialidade em artes plásticas, Joana é também artesã, produtora e uma das principais articuladoras culturais do país. Como presidenta da Associação Cultural Balaio Nordeste e coordenadora Nacional do Fórum do Forró Raiz, sua relação com o gênero é extensa, tendo fundado e coordenado diversas ações de valorização da cultura popular, como a criação da Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste, a Escola de Música Mestre Dominguinhos e o Fórum de Forró Raiz.
A busca pelo reconhecimento do forró como patrimônio cultural imaterial do Brasil surgiu em 2011, em meio a diálogos da Associação Balaio Nordeste com forrozeiros atuantes na Paraíba. Esse movimento buscou a promoção de debates e ações voltadas para a melhoria das condições de cidadania dos artistas. Ao longo dos últimos anos, Joana desenvolveu inúmeras iniciativas, como o Forró Solidário, o projeto Mulheres Pintando o Sete e o registro do documentário do músico Pinto do Acordeon em parceria com o IPHAN. Esse esforço culminou no dia 09 de dezembro de 2021, quando as Matrizes Tradicionais do Forró foram finalmente reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. O processo contou com o apoio da Universidade Federal da Paraíba, que participou ativamente das discussões sobre a relação entre forró e educação.
Consolidada como um espaço fundamental de arte e capacitação, a Associação Cultural Balaio Nordeste reafirma sua trajetória histórica atuando como Ponto de Cultura e Comitê de Cultura da Paraíba. Em 2024, a trajetória de Joana Alves ganhou projeção internacional; em parceria com o Governo do Estado da Paraíba, ela levou o Fórum Nacional do Forró Raiz para a UNESCO e participou de encontros estratégicos em Lisboa, Londres e Paris. Em junho do mesmo ano, recebeu formalmente o título de reconhecimento do Forró como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN.
Dando continuidade ao seu legado, em 2025 Joana foi agraciada com o Prêmio Paixão Cultural Diva Pacheco e recebeu a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, em visita à sede da Associação Balaio Nordeste. Liderou também a comitiva brasileira para o Festival Internacional do Forró de Raiz em Lille, na França, reforçando a campanha para que o forró seja reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Em seus pronunciamentos mais recentes, Joana Alves tem dado destaque à necessidade de regulamentação do trabalho dos mestres e mestras da cultura popular, pontuando:
“A gente precisa legalizar algumas coisas em relação aos mestres e mestras. Eu venho batalhando há muito tempo para regulamentar o trabalho dos artistas que, como todo profissional, precisam ser remunerados. Existe essa dificuldade de a cultura popular ser remunerada enquanto profissional”.
Fontes:
https://forropatrimoniocultural.art.br/mapa-do-forro/profissionais/joana-alves/
http://www.neyvital.com.br/2021/11/joana-alves-verdadeira-historia-de.html
https://br.linkedin.com/in/joana-alves-silva-569204196
https://share.google/WjzIjywHvMpRmyivs
https://youtu.be/88mFtg4hgPY?si=Ute6N9Z0mXsvRkNN
https://mapacultural.pb.gov.br/agente/3209/#infohttps://share.google/4weJ2J49CQRfADgiu