Pesquisa e texto: Jonas do Nascimento dos Santos
Naturalidade: Fagundes-PB
Atividade artístico-cultural: pintor e artista visual
Instagram: @andre_nunes_arts_
YouTube: https://www.youtube.com/@andrenunesgomesarts7975/
André Nunes é um artista, natural do município paraibano de Fagundes, que faz do ambiente em que vive inspiração para a criação artística. Autodidata, desde muito jovem sempre teve o desejo de pintar o que observava à sua volta. Dedica-se em aperfeiçoar seu talento e mesmo sem professor ou materiais de qualidade, conseguiu evoluir ao longo dos anos. Conhecida por suas paisagens naturais, Fagundes é bastante visitada durante o mês das festas juninas, principalmente pelo ponto turístico da Pedra de Santo Antônio, considerado um local de realização de preces relacionadas ao matrimônio.
Por esse motivo, o artista busca retratar na maioria de suas obras essa paisagem tão significativa para os fagundenses e visitantes, que acreditam em sua importância religiosa. Ele também expõe sua real preocupação de, através das suas pinturas, chamar atenção sobre a relevância da preservação ambiental de sua terra. Em uma de suas pinturas mais antigas, que já foi vendida e por isso não há registros da tela, intitulada “O dia a dia do homem no campo”, são evidenciados os desafios do trabalhador que vive as dificuldades de ganhar seu sustento através da lavoura.
Colocando-se neste lugar de luta, André também se identifica como um homem trabalhador, que segue batalhando por melhores condições de vida. Em sua história, fica visível essa árdua luta que é difundir cultura e tradição com as dificuldades enfrentadas. André cita nomes como Edson Raposeiro, Nil Camargos e Vincent Van Gogh como suas referências artísticas. Sendo esse último, o mais apreciado por causa de suas pinturas que ambientaram, em sua maioria, espaços rurais em que o artista holandês viveu. Além disso, André percebe a familiaridade com a parte de sua história que o retrata como um pintor que foi desvalorizado em vida.
Ele também se emociona ao confessar que tem sido inspiração para pessoas que nem sequer possuem envolvimento com a arte, mas simplesmente apreciam o seu talento e o incentivam a continuar lutando por seu espaço. É o caso de Ângelo Márcio, porteiro da antiga escola que o jovem artista frequentou, alguém que viu de perto a sua evolução e não poupou estímulos para que ele seguisse em frente. Seu ateliê é na verdade um lugar improvisado em seu pequeno quarto, onde estuda e cria suas obras. O pintor espera futuramente ter um ambiente e formação mais adequados, através dos quais possa continuar desenvolvendo seu trabalho e fazendo as encomendas que lhe solicitam.
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