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Data de publicação do verbete: 14/04/2025

Cíntia Moreira

Cíntia Moreira

Cordelista.

Pesquisa e texto:  Maria Eduarda Marques

Naturalidade:   João Pessoa – PB    

Nascimento:   18 de dezembro de 1998                                

Atividade artístico-cultural: cordelista                                  

Formação Acadêmica: Licenciatura em Ciências Biológicas                                            

Publicações:  Brilhos na Floresta em Cordel, A vida escondida na floresta do Rio Negro 

Instagram: @casulocordel

Cíntia Moreira Lima é uma cordelista paraibana, nascida na capital do estado, João Pessoa. Possui graduação em licenciatura em ciências biológicas, pelo Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Além de cordelista, também atua como professora de ciências e coordenadora da área de exatas na escola ativa integral da prefeitura de João Pessoa. Sua relação com a Literatura de cordel começou na infância, quando no ensino fundamental, percebeu que tinha aptidão com rimas, já na universidade, ao ter contato com professores e pessoas da área,  recebeu  incentivo para desenvolver seu trabalho de conclusão de curso sobre a temática. 

Durante sua jornada acadêmica e profissional, Cíntia aprofundou a afinidade com os cordéis, ao unir sua paixão pela ciência com seu talento para os versos, adaptou para o formato de cordel ilustrado as obras científicas “Brilhos na Floresta” e “A Vida Escondida da Floresta do Rio Negro”. Nestas publicações, busca transmitir o conhecimento técnico sobre a Amazônia interligando-a com a valorização da cultura popular nordestina, apostando na informalidade do gênero como facilitador na transmissão de informações, funcionando como uma ferramenta pedagógica popularizada e acessível a todos os públicos. 

Em suas obras, é possível haver uma imersão do leitor no ambiente da floresta, por meio de xilogravuras digitais e QR codes interativos. Em Brilhos da Floresta (2022), a autora explora os organismos bioluminescentes, que transformam os ambientes escuros da floresta amazônica, em um folhetim de 55 páginas. Já A Vida Escondida da Floresta do Rio Negro” (2024), possui 37 páginas e apresenta aos leitores uma experiência de contato com a fauna e a flora que habitam as margens e águas do rio. A trajetória da cordelista é marcada pelo enfoque na importância da educação ambiental e do despertar do interesse pela preservação do bioma amazônico.

Por meio de sua dedicação e expressividade artística, a autora foi convidada a participar de diversos eventos e entrevistas, como a Feira e Festival de Cordel, em Tambaú, o evento Mulheres Escritoras Paraibanas e o Festival Pint of Science, do qual também foi organizadora.

Para Cíntia, o cordel representa todo seu apreço e valorização pela cultura nordestina, mas mais do que isso, trata-se de uma paixão: “A minha relação com a literatura de cordel é uma relação de resiliência, resistência, de força de fé, digo eu de amor verdadeiro, porque sou literalmente e excepcionalmente apaixonada por esse gênero literário, se não fosse o cordel eu não sei o que eu estaria fazendo hoje, porque até agora eu não encontrei nada mais autêntico, original, criativo e maravilhoso do que o cordel, planejo continuar por durante muito tempo – cordel pra mim é liberdade, é autonomia é luz”, contou. 

Fontes:

https://linktr.ee/cintiamoreiracordel

https://www.brasildefato.com.br/2023/05/22/festival-pint-of-science-comeca-nesta-terca-23-e-discute-atuacao-cientifica-fora-da-academia/

https://www.oliberal.com/cultura/amazonia-autora-une-arte-e-ciencia-em-cordeis-para-falar-da-vida-na-floresta-1.904254?amp=1

Entrevista com Cíntia Moreira cedida a Maria Eduarda Marques em abril de 2025.

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