Pesquisa e texto: Jonas do Nascimento dos Santos
Edições nas cidades: Campina Grande – 17 e 18 de maio de 2025; João Pessoa – 30 de maio a 1º de junho de 2025
Organização: Coda Produções em parceria com o Ministério da Cultura
Patrocínio: AeC via Lei Rouanet
Apoios: Governo da Paraíba (Secretaria de Cultura), Funjope (JP), Funetec (JP), Sebrae CG
Curadorias locais: Campina Grande: Kaline Kíssia, Lenne Ferreira, Lima Filho; João Pessoa: Mari Santana, Cláudia Aires, Rayan Lins
Temática principal: Valorização das quadrilhas juninas (CG); fomento à música independente e economia criativa (JP)
Locais: Campina Grande: MAC – Museu de Arte e Ciência (Rua João Lélis, 581 – Catolé); João Pessoa: Centro Histórico – Hotel Globo, Vila do Porto, Largo São Frei Pedro Gonçalves, IAB, Balaio Nordeste, Na Garagem Discos
Formato: Evento gratuito com oficinas, painéis, mostra de showcases, pitches, debates e produção de Carta Aberta
Instagram: @coquetelnegocios
O evento foi organizado pela Coda Produções em parceria com o Ministério da Cultura, e contou com o patrocínio da AeC via Lei Rouanet. Em ambas as cidades, as atividades foram gratuitas, com inscrições online para workshops, painéis e pitchings. A curadoria de Campina Grande foi composta por Kaline Kíssia, referência em quadrilhas juninas; Lenne Ferreira, jornalista cultural; e Lima Filho, liderança tradicional junina. Em João Pessoa, a curadoria local incluiu Mari Santana, Cláudia Aires e Rayan Lins, fortalecendo a interface entre cena local e mercado nacional.
A programação em CG começou com o painel “Quadrilhas Juninas: Raízes, Tradição e Identidade”, com debatedores como Lima Filho, Wenia Alves e Hipólito Lucena. Durante os dois dias em CG, ocorreram oficinas de elaboração de projetos culturais com Gerson Abrantes, e de pirotecnia para espetáculos juninos com Mahatma Vieira. O painel “Viver da Cultura Popular: Políticas de Incentivo e Sustentabilidade” contou com participação de representantes do Ministério da Cultura, secretarias estaduais e municipais e FEQUAJUNE‑PB. Também houve debates com representantes de grandes festas nacionais, como Carnaval do Rio, Festival de Parintins e Galo da Madrugada, com mediação de Ana Beatriz Rocha.
O encerramento em CG foi marcado pelo painel “Narrativas, Estética e Paixão”, conduzido por Milton Cunha, seguido da leitura coletiva da Carta Aberta das Quadrilhas Juninas. Após Campina Grande, a edição seguiu para João Pessoa, com foco na música independente e economia criativa regional. A etapa em JP contou com a Caminhada Jampa Negra, conduzida por Felipe Coutinho, ressaltando a identidade negra e indígena do centro histórico. O Night Session aconteceu no Hotel Globo com artistas como Luiz Lins, Bione, A Fúria Negra e Clara Potiguara, sob curadoria de Benke Ferraz. Os pitchings aconteceram no Vila do Porto, com inscrição online e apresentação de artistas locais perante agentes de festivais e plataformas como Deezer e ONErpm. Workshops abordaram uso de inteligência artificial na produção musical, estratégias de marketing digital e gestão de direitos autorais com profissionais da Deezer e ONErpm.
No Largo de São Frei Pedro Gonçalves, foram realizados showcases gratuitos com artistas como Papangu, Merliah, Boogarins, Bixarte & Filosofino e Jazz & Beats Orquestra. A Funjope participou ativamente, realizando o painel sobre o papel do poder público e marcas na cena independente, com Itaú Cultural, Natura e BNB. Já a Funetec apoiou a etapa de João Pessoa, destacando a valorização da cultura local através de tecnologia e inovação criativa. A presença de artistas paraibanos foi significativa, com participações locais e prioridade nos pitchings e showcases. O evento contribuiu para unir setores como cultura popular, produção musical, economia criativa e empreendedorismo cultural. A criação da Carta Aberta em CG traduziu a voz das quadrilhas juninas em propostas coletivas para políticas culturais e sustentabilidade de longo prazo.
A iniciativa reforça o compromisso com a inclusão cultural, valorizando representatividade negra, LGBTQIA+, periférica e de interior do estado. O evento serviu também como hub de formação, conectando artistas e produtores locais com curadores nacionais e agentes de mercado. A proposta inovadora de unir cultura popular (CG) e música independente (JP) teve reconhecimento em veículos como Paraíba On e O Grito! A programação em João Pessoa envolveu debates sobre profissionalização, direitos autorais, políticas culturais e mercado criativo. A etapa em Campina Grande foi uma resposta direta ao desafio de como as quadrilhas juninas podem permanecer ativas o ano inteiro, levando inovação e sustentabilidade ao setor.
A iniciativa fortaleceu redes de trocas culturais entre artistas de Campina Grande, João Pessoa e outras regiões do país. O Coquetel Molotov Negócios – Paraíba 2025 se configura como modelo de política cultural que entrelaça mercado, formação e expressões populares no fortalecimento do Nordeste.
Fontes:
https://billboard.com.br/tudo-sobre-coquetel-molotov-negocios-joao-pessoa/
https://www.clickpb.com.br/cultura/coquetel-molotov-negocios-jp.html