Show de lançamento acontece dia 11 de outubro
Gustavo Roberto com Assessoria

A banda paraibana Emerald Hill lança, no dia 10 de outubro, o seu terceiro álbum de estúdio, “À Queima Roupa”, que estará disponível em todas as plataformas digitais, já sendo possível fazer o pré-save.
O novo trabalho representa um momento de renovação criativa e amadurecimento artístico para o trio formado por Vitor Figueiredo (voz e guitarra), Gabriel Novais (voz e baixo) e Catarina Serrano (voz e bateria).
Além do lançamento do novo álbum, no dia 11, a banda irá realizar um show ao vivo gratuito na Música Urbana com participação de WilCor e Eletrocores. A banda promete uma performance especialmente pensada para esta nova fase do grupo. A entrada é gratuita, sendo necessário somente levar 1kg de alimento, que será destinado para causas beneficentes. O show terá início às 15h, na Música Urbana, ponto conhecido na capital pessoense.
Produzido no estúdio Music Obsession, em João Pessoa, sob direção de Marcos Sena e da própria banda, o disco foi concebido de forma colaborativa, priorizando arranjos diretos e a energia das apresentações ao vivo.
“A maior diferença certamente vem de surgir de um processo colaborativo maior. Os instrumentais foram quase todos escritos juntos em estúdio pela primeira vez, e as decisões criativas vieram de forma menos autocrática. As composições estão mais diretas e simples, com foco em traduzir a energia dos shows para o ambiente de gravação”, explica Vitor Figueiredo.
Com nove faixas inéditas, À Queima Roupa” é, segundo os próprios integrantes, um disco que mistura intensidade e urgência. “Acho que o nome evoca um imediatismo e uma urgência bem característicos das músicas. É em primeira mão e em primeira pessoa, e é o que está na sua frente, por bem ou por mal”, afirma Vitor. A escolha do título também tem uma motivação pessoal: durante as gravações, Catarina viveu um episódio marcante. “Tem relação direta porque o disco é mais intenso, imediato e direto, assim como tem relação com um episódio que ocorreu durante uma noite de gravação, em que eu quase fui baleada na volta para casa”, relembra.
O novo álbum marca ainda a primeira vez que a banda grava em um estúdio profissional, depois de anos de um processo mais caseiro. Essa mudança refletiu na sonoridade do trabalho, que o grupo define como “uma bagunça bem estruturada”. “É um disco mais cru, mais rápido e mais honesto. O som é direto e vivo, como se o público estivesse dentro da sala conosco”, comenta Catarina. Gabriel completa: “Acredito que é o nosso melhor trabalho até agora. É o tipo de som que a gente sempre quis fazer, mais punk, mais jovem, mas ainda com a nossa essência.”
Entre as faixas, estão “Av. Sapé”, “Você Não É Criativo”, “Santa Cecília”, “Mapa”, “Destruir o Capitalismo” e “Dia de Cão”, o primeiro single lançado, inspirado no poema Tabacaria, de Fernando Pessoa. “’Dia de Cão’ pra mim é o maior triunfo desse estilo colaborativo de escrita. Acho que permitiu estilismos menos engessados e mais urgentes. ‘Você não é criativo’ vem logo atrás, introduzindo Catarina como compositora sem perder o eixo do que é a Emerald como banda”, pontua Vitor.
Para Catarina, o disco também representa uma nova fase de conexão com o público. “Talvez não seja uma surpresa pra quem acompanha nossos shows, mas para as pessoas de longe vai ser muito legal ter essa nova perspectiva da gente”, diz. Já Gabriel ressalta o amadurecimento do trio: “’À Queima Roupa’ é o reflexo de quem a gente é hoje, mais consciente, mais intenso e com mais clareza sobre o que queremos expressar com a música.”
Com capa assinada por Joanna Maciel, o projeto conta ainda com mixagem de Júlia Soares, masterização de Fernando Bones, fotos de André Valença e styling de Sam Cardoso.
Formada em João Pessoa, em 2015, a Emerald Hill é um dos nomes mais representativos da cena independente paraibana, com uma trajetória que inclui participações em festivais como o Grito Rock e o Parahyba Experimental, e apresentações em cidades como Recife, Fortaleza, Natal e Maceió. O grupo se consolidou pela mistura entre o post-punk, o rock alternativo e uma lírica existencialista, que reflete as transições da juventude urbana paraibana.
Com “À Queima Roupa”, o trio reafirma sua identidade e sua força criativa, entregando um álbum de 28 minutos que traduz, com autenticidade e intensidade, o espírito de uma banda que cresce junto ao próprio tempo.