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Data de publicação do verbete: 20/11/2025

Priscila Tavares

Priscila Tavares

Atriz e Produtora Cultural.

Pesquisa e texto: Jonas do Nascimento dos Santos

Naturalidade: Cajazeiras-PB

Atividade artístico-cultural: Atriz e Produtora Cultural

Formação Acadêmica: Graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB)

Áreas de Atuação: Cinema, Teatro, Produção Cultural e Direção Artística

Direção Audiovisual: Diretora do curta-metragem Luciá

Teatro: Criadora e diretora da montagem teatral Luciá, apresentada em Cajazeiras

Reconhecimento: Projeto contemplado em edital cultural da Lei Paulo Gustavo

Atuação Institucional: Diretora de Comunicação da Federação Paraibana de Teatro (FPT)

Trajetória Cultural: Responsável por organizar eventos, oficinas e ações culturais no Sertão da Paraíba

Estilo Artístico: Trabalha narrativas de identidade regional, memória, ancestralidade e protagonismo feminino

Presença Digital: Atua ativamente em redes sociais divulgando projetos artísticos e culturais

Instagram: Priscila Tavares (@priscilatavares._)

A trajetória da atriz Priscila Tavares começa no sertão paraibano, na cidade de Cajazeiras, um berço cultural que há décadas é conhecido como a “terra da cultura” do estado. Criada em um ambiente onde a tradição oral, as histórias de família e as manifestações artísticas populares estavam sempre presentes, Priscila cresceu cercada de narrativas que mais tarde influenciariam profundamente suas escolhas profissionais. A zona rural, sobretudo o Sítio Catolé dos Mangueiras, marcou não apenas sua infância, mas seu olhar artístico e sua relação sensível com identidade, pertencimento e memória. Ainda jovem, envolveu-se com atividades culturais de sua cidade, participando de eventos, grupos artísticos e ações comunitárias que ajudaram a moldar seu interesse pelas artes cênicas. O teatro surgiu para ela não apenas como uma possibilidade de expressão, mas como um chamado. Priscila descobriu que o palco era um lugar onde podia transformar experiências, realidades e emoções em arte. Sua dedicação e talento a levaram a seguir profissionalmente a área. Foi então que escolheu ingressar no curso de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB), uma das instituições mais respeitadas do país na formação de artistas. Na universidade, Priscila encontrou um ambiente de diversidade estética e de rigor técnico, que ampliou sua visão sobre teatro, cinema e performance. Ali, participou de montagens, experimentou processos criativos e consolidou a identidade que vinha construindo desde Cajazeiras.

Durante sua formação, aprofundou estudos sobre corpo, voz, dramaturgia, direção e processos colaborativos. Entendeu que o artista contemporâneo precisa dialogar com múltiplas linguagens e que o teatro é tanto um espaço de criação quanto um espaço de resistência e transformação social. Esses princípios se tornariam pilares de sua prática artística. Após o período em Brasília, Priscila passou a atuar em diferentes frentes culturais. No teatro, integrou elencos, dirigiu projetos, organizou eventos e estabeleceu parcerias com artistas de várias regiões. Sua atuação não se limitou aos palcos: ela também se envolveu ativamente na produção cultural, compreendendo que fortalecer o cenário artístico requer trabalho de bastidores, articulação institucional e incentivo às novas gerações. Um marco importante em sua carreira foi assumir a Diretoria de Comunicação da Federação Paraibana de Teatro (FPT), um papel que reforçou seu compromisso com a cena teatral paraibana. Nesse cargo, passou a atuar mais diretamente na defesa de políticas culturais, na divulgação de projetos e na valorização dos artistas do estado. Sua atuação institucional somou-se à sua presença artística, mostrando que Priscila é uma profissional que busca contribuir coletivamente para o fortalecimento da cultura.

Nos últimos anos, sua carreira ganhou um novo capítulo com a criação e direção do projeto Luciá, um trabalho que começou no teatro e se expandiu para o cinema. A peça, apresentada em Cajazeiras, chamou atenção por sua poética imagética, pela abordagem sensível da ancestralidade e pela força simbólica das narrativas femininas sertanejas. Era um retorno afetivo e artístico às suas origens, uma forma de revisitar sua infância e transformar vivências coletivas em obra. A repercussão da peça incentivou Priscila a transformar a narrativa em filme. Assim nasceu o curta-metragem Luciá, que marcou sua estreia como diretora de cinema. O filme foi gravado no Sítio Catolé dos Mangueiras, local que carrega a história de sua família, suas memórias e sua construção de mundo. A escolha do cenário não foi apenas estética, mas profundamente simbólica: Priscila voltava ao lugar que moldou sua sensibilidade para construir uma obra que celebra a força feminina, a memória e a vida sertaneja. O projeto foi contemplado por edital da Lei Paulo Gustavo, reconhecimento que não apenas viabilizou a produção cinematográfica, mas consolidou Luciá como uma obra de relevância regional e cultural. A narrativa do filme dialoga com temas como ancestralidade, espiritualidade popular, território e identidade, reforçando a assinatura artística de Priscila: sensível, profunda, afetiva e comprometida com a memória do seu povo.

Paralelamente às produções teatrais e audiovisuais, Priscila tem atuado em eventos culturais importantes, contribuindo na organização de festivais, mostras, oficinas e debates sobre arte e cultura. Sua presença constante em projetos regionais demonstra que ela não se distancia da terra natal, pelo contrário: faz dela fonte, inspiração e território de criação. Nas redes sociais, mantém forte presença, divulgando seus projetos, compartilhando bastidores de processos criativos, registrando viagens, encontros com artistas e momentos marcantes de sua trajetória. Seu discurso público revela uma artista alinhada com temas como identidade cultural, fortalecimento das mulheres, preservação da memória e valorização das raízes sertanejas. Hoje, Priscila Tavares é reconhecida como uma jovem voz da cultura paraibana: multifacetada, comprometida, ativa e profundamente conectada ao território que a formou. Sua carreira segue em expansão, com novos projetos no teatro, no cinema e na produção cultural. Sua trajetória, marcada pela coragem de voltar às origens e transformá-las em arte, inspira novas gerações de artistas que, assim como ela, buscam no sertão e na memória a força para criar, resistir e se expressar.

Priscila segue construindo um caminho artístico sólido e sensível, unindo técnica, ancestralidade e identidade regional em obras que valorizam a Paraíba, o sertão e a potência das mulheres nordestinas. Seu percurso demonstra que a arte nasce do cotidiano, das histórias de família, dos gestos das mulheres mais velhas, das paisagens do interior e dos vínculos afetivos que atravessam gerações. E, com sua atuação firme no teatro, no cinema e na cultura institucional, ela se posiciona como uma das artistas mais promissoras de sua geração, fortalecendo o cenário cultural paraibano e levando suas raízes para onde sua arte alcançar.

Fontes:

https://mapacultural.pb.gov.br/agente/3430/#info

https://www.instagram.com/priscilatavares._/

https://www.instagram.com/p/DHfuBqIuP8C/

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