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Data de publicação do verbete: 16/12/2025

Aldo Schueler

Aldo Schueler

Jornalista.

Entrevista e texto: Abraão Sena

Naturalidade: Cordeiro – RJ / Radicado em João Pessoa – PB

Nascimento: 16 de Julho

Instagram: @aldoschueler

 Aldo Schueler é um jornalista nascido na cidade de Cordeiro no Rio de Janeiro, com formação em medicina veterinária, ele também exerce a função de cerimonialista no Ministério Público, desde 2009 como Chefe do Cerimonial e Mestre de Cerimônias da Instituição.  Mas foi na comunicação, que se tornou âncora de telejornais na Paraíba. Schueler é um dos primeiros nomes que participaram do início da TV Cabo Branco, afiliada da TV Globo no estado, sendo o primeiro apresentador do Bom Dia Paraíba, entrando no ar em fevereiro de 1 de janeiro de 1987 onde permaneceu até agosto de 1992. Neste ano recebeu uma proposta da TV Tambaú e se transferiu para a emissora que transmitia a Rede Manchete e que depois passou a ser afiliada do SBT, em setembro de 1992, permanecendo até março de 2020. Levou o nome da Emissora para todo o Brasil quando participou ativamente com o apresentador Ratinho, do Teleton. Foi convidado por Alex Filho amigo e proprietário da TV Master para conduzir o Jornal Master News. Ao deixar a emissora, ele recebeu convite de Dihego Amaranto para juntos com grandes nomes do jornalismo paraibano como José Vieira Neto, João Costa e Moribe Macedo ingressar na TV O Norte, onde permanece até hoje.  Aldo também passou por rádios em João Pessoa como Arapuan e a Antena 1 do Sistema Correio. 

   Com muito entusiasmo, Aldo Schueler conta como ingressou no jornalismo paraibano.

Quando eu estava no sexto período de Medicina Veterinária na UFRRJ, e conclui clinicando e tudo, um amigo chamado Renê me entregou um comunicado de um curso de comunicação no Centro do Rio. Eu a princípio recusei mas acabei cedendo e fui. Aí conclui e foi aí que comecei a minha carreira no rádio. A princípio na rádio Capital no Rio, com o meu programa e fazendo participação no programa da jornalista Cidinha Campos.

Após o começo no rádio e de um trabalho para campanhas políticas na Paraíba, ele então recebe convite para trabalhar na TV Cabo Branco, e faz questão de relembrar:

Foi exatamente na rádio Capital lá no Rio comandada por Oswaldo Amorim amigo de Marcone Goes que comandava o grupo O Norte na Paraíba. Porém não demorou e fui convidado pelo publicitário e amigo Chico Mozart para fazer a campanha política de Wilson Braga para o Senado e Marcondes Gadelha para o Governo. Terminado o trabalho, eu estava almoçando num restaurante quando fui abordado por Erialdo Pereira, diretor de jornalismo da TV Cabo Branco que iria entrar com o sinal da Globo em 01/01/1987. Me convidou para ser o primeiro apresentador do Bom Dia Paraíba. A princípio recusei, mas ele insistiu e fui para uma reunião que foi realizada num galpão de madeira no canteiro de obras da TV. Por insistência do Superintendente Aloísio Moura eu acabei aceitando o convite e ingressando na TV da Paraíba. TUDO planos de DEUS pra minha vida.”

Desde então, Aldo fincou suas raízes no estado e destaca o quanto se sente em casa, e que aqui foi onde conheceu o amor de sua vida e onde seus filhos nasceram:

“A receptividade de imediata. Até hoje quando perguntam se onde sou eu recebo palavras de carinho e a frase: “que bom que vc decidiu ficar aqui. Ganhamos todos”… Isso me deixa muito feliz e orgulhoso”, destacou.

“Eu aceitei o desafio de estrear numa grande empresa que é a TVCB. Não pensei a princípio na cidade e estado mas no trabalho. Porém o círculo de amizade aqui foi tão grande que a Paraíba foi ficando cravada dentro de mim. Principalmente quando me casei com a jornalista Nelma Figueiredo e os meus filhos PARAIBANOS chegaram”, conclui.

Quando se fala sobre o avanço no jornalismo local, Aldo traz a memória diversos nomes do jornalismo paraibano e o quanto o acolhimento foi importante na sua adaptação.

Quando aceitei o convite pra ficar aqui, de cara eu conheci grandes nomes do jornalismo paraibano. Erialdo Pereira, Nonato Guedes, Otinaldo Lourenço, Biu Ramos, Gonzaga Rodrigues, Lena Guimarães, Gisa Veiga, Claudia Gondim, Rubens Nóbrega, Martinho Moreira Franco, Paulo Santos e tantos outros de extrema importância. Peço até perdão por não citar todos pois demoraria um dia inteiro (risos). Com eles aprendi muito e, claro, com os colegas repórteres, produtores, editores e apresentadores da TVCB. Porém tudo mudou muito. Quando cheguei não tínhamos um computador na redação nem um teleprompter no estúdio. Eram máquinas de escrever e script no papel. Hoje temos uma tecnologia fantástica que facilita o trabalho de todo mundo e a notícia chega numa velocidade incrível a todo cidadão... ” 

“Eu não tive muitos desafios a partir do momento que fui recebido como um velho morador da terra que retornou. A adaptação foi rápida. Deus preparou tudo com muito carinho, pra mim”, completa.

Estamos na era tecnológica, com a expansão das redes sociais e Aldo situa os pontos positivos, mas aponta alertas importantes:

“Na rapidez e checagem das informações.  As redes sociais facilitam na divulgação da notícia de forma imediata. Com um celular em sua mão vc leva a informação na hora que o fato está acontecendo. O problema é que muitas pessoas divulgam sem checar a assunto e acaba informando errado ou induzindo a um desentendimento entre quem escreve e divulga e quem lê. Talvez até por não ter formação profissional. Na TV ou Rádio nem sempre essa informação imediata é levada ao telespectador e ouvinte. E na redação existe uma equipe que checa todas as informações antes de chegar ao público. Ou seja, a probabilidade da uma informação errada é muito pequena”

Como todo âncora que apresenta jornal ao vivo, relembra também momentos que marcaram, como também momentos desafiadores:

Muitas matérias me marcaram nesses meus 39 anos de Jornalismo mas eu sempre cito uma que foi a morte de um rapaz num acidente automobilístico e o pai, desesperado, chega na hora que a equipe da TV Tambaú fazia a transmissão ao vivo. Tive que chamar os comerciais porque foi difícil. Embora sempre compenetrado agindo com muita seriedade e suportando muita adversidade, nesse dia não aguentei. Sou um ser humano, né? Mas tudo que envolve criança e idoso me importa muito.

“(O momento mais desafiador) Foi controlar um colega entrevistador do programa que eu conduzia. Ele enveredou por um lado que ia dificultar a continuação do programa. Eu interferi, com firmeza e gentileza e consegui mudar o rumo e chamar os comerciais pra tudo se acalmar. Voltamos com um problema mas fomos ate o encerramento.”

Ao citar feitos importantes, ao longo dos quase 40 anos de jornalismo, destaca entrevistas e revela qual nome gostaria de entrevistar:

Olha, eu já entrevistei um número de pessoas, considerável. Entrevistas diárias durante uns 30 anos. Muitas autoridades, muitos políticos, muitos artistas famosos aí pelo Brasil, pelo mundo, muita gente da cultura. Mas gostaria de entrevistar nos dias de hoje, novamente, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, e o Ministro aposentado Joaquim Barbosa. E gostaria de entrevistar o jornalista Alexandre Garcia”.

Por fim, Aldo faz uma revelação pessoal sobre sua personalidade e deixa um recado para os telespectadores que o acompanha:

Sou uma pessoa simples. Que vejo a humildade como a maior virtude do ser humano. Que entendo que a honra é indispensável. E que o amor tudo supera”… 

Eu quero dizer que sou muito grato a Jesus pela vida de cada paraibano. E agradecer cada um de forma especial. Eu sou muito feliz pelo carinho que recebi e recebo daqueles que admiram o meu trabalho na terra que adotei e escolhi pra ser minha. E tenham certeza que o RESPEITO a cada cidadão, SERIEDADE na informação e a RESPONSABILIDADE com a notícia foi a minha luta diária. Que Jesus abençoe a todos “, finalizou.

Fontes:

Entrevista com Aldo Schueler concedida a Abraão Sena em dezembro de 2025.

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