Pesquisa e texto: Maria Beatriz Paulino
Naturalidade: João Pessoa – PB
Nascimento: 08 de outubro de 1997
Atividade artístico-cultural: Poeta
Atividade exercício-profissional: Professor
Contatos:
E-mail: mucane.nsilva@gmail.com
Celular: 83 99665-0446
Instagram: @mesye_mucane
Mucane do Nascimento Silva é professor e poeta. Trabalha como professor de língua francesa pelo Centro Escolar Municipal de Línguas Estrangeiras (Celest) e é formado em Letras-Francês pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “Tenho no meu ofício o lidar, diariamente, com as palavras e por conta de minha formação percebo uma grande atenção/percepção sobre como elas soam ou quais os sentidos que dela podem surgir”, disse o poeta Mucane Silva.
Ainda em 2022, fez uma especialização em Língua Francesa e Literaturas em Língua Francesa pela UFPB. Atualmente, está se encaminhando para a conclusão de um mestrado em Letras pelo PPGL/UFPB, onde direciona a sua pesquisa para literatura, especialmente, poesia.
Mucane é muito envolvido com a literatura, seja na divulgação do seu trabalho enquanto escritor pelas redes, ou em alguns eventos. Escreve desde a infância, e é muito incentivado pelos pais que sempre o presentearam com livros e fizeram da leitura um espaço de entretenimento e prazer para o autor.
“Para mim, escrever é uma forma de criar, de (trans)formar e cuidar — um meio de (re)existir. Sempre tive o hábito de criar histórias e a escrita sempre foi para mim um meio de guardar momentos bons, difíceis e prazerosos, mas foi na adolescência que comecei a me interessar por poesia; como leitura e escrita”, afirmou Mucane Silva.
Ele confessa que deixou de lado a necessidade de escrever e deu lugar apenas à leitura, principalmente, durante a graduação. Mas, foi durante a pandemia de COVID-19, que sentiu a necessidade de buscar mais contato com arte. A partir disso, chegou até o curso de escrita criativa ‘Crescente”, na época organizado e ministrado por Aline Cardoso, que hoje é amiga e poeta que Mucane pesquisa em seu mestrado.
No curso, teve a oportunidade de fazer uma publicação coletiva, que gerou a “Antologia poética: da língua à liberdade”, em 2021, publicada pela Editora Triluna. Daí, surgiu um contato maior com a ideia de publicar. Depois, fez algumas publicações em revistas como a Sucuru: Revista de Arte e Literatura Nordestina Contemporânea, na publicação de nº2, em 2021, e na de nº35, em 2024. Publicou também na Kuruma’tá, em 2022, e na Ruído Manifesto, em 2023.
Seu primeiro livro é o “Verter-se em caos”, publicado em 2022 através da chamada “Lua Negra”. Este é um projeto de publicação de poetas negras/negros através do financiamento coletivo pensado pela Editora Triluna. O livro “Verter-se em caos” retrata as questões coletivas e pessoais, sentimentais e físicas, em volta de cor e classes bem específicas. Também tem lindos textos de orelhas e prefácio escritos por dois professores e poetas: Priscilla Cler e Zéfere.
Essa forma de publicação se repetiu em seu livro mais recente, “NZOLA: mover-se pelas palavras”, que teve orelha e prefácio escrito por Hanilton Rodrigues e Francy Silva. Muitos dos seus livros são reflexos das características que desenvolveu enquanto professor de língua francesa. Leva-se em conta a percepção, a análise e o trato das palavras e sons. Fez questão de manter presente o jogo visual nas páginas.
O poeta declara que sua escrita parte de observar o mundo, uma forma particular em que tenta transformar em palavras o que vê e sente, sem perder o sentimento que habita nele: “Nem sempre é possível, ou instantâneo. Requer trabalho duro e incansável. Assim como as ondas do mar, na escrita, há sempre um retornar. Há sempre avanços e recuos, à assuntos, sentidos, sentimentos, imagens. É um trabalho que pretendo dar continuidade, se possível, com outros livros”.
A sua escrita permitiu várias conquistas: se aproximar de pessoas que admira muito, como a escritora baiana Calila das Mercês; a participação em eventos paraibanos como “Pretitudes”, organizado pela Funesc, as duas edições do FLIPARAIBA, convites de professores e parceiros que o chamam para falar de seu trabalho, entrevistas cedidas às emissões Literato da TV Cidade e Um livro, uma conversa da ParahybaFM.
“Tudo isso é bem especial para mim e o vencimento de uma barreira imensa que é a timidez”, finaliza o poeta Mucane Silva.
Para o futuro, pretende ter mais tempo para a sua escrita e se arriscar mais. Buscar premiações, participar mais abertamente de eventos e ampliar o canal de circulação das suas produções.
Fontes:
Entrevista com Mucane Silva concedida a Maria Beatriz Paulino em dezembro de 2025
https://pt.scribd.com/document/623832102/Revista-Sucuru-N%C2%BA2
https://medium.com/revista-sucuru/revista-sucuru-n%C2%BA35-janeiro-2024-7c941f9850f5
https://kurumata.com.br/2022/11/25/a-poetica-trilogia-da-palavra-de-mucane-silva/
https://ruidomanifesto.org/tres-poemas-de-mucane-silva/
https://www.instagram.com/reel/C6eI7PcLuPq/?igsh=MXA2bG9ydHZlNmVlbA%3D%3D