Pesquisa e texto: Jonas do Nascimento dos Santos
Título: Axé Meu Amor
Ano: 2023
País: Brasil
Direção: Thiago Costa
Roteiro: Thiago Costa
Produção: APAN – Quilombo do Audiovisual e do Cinema Negro
Locação: João Pessoa-PB
Formato: Curta-metragem
Gênero: Ficção, Drama, Cultural, Religiosidade Afro-brasileira
Duração: Aproximadamente 18 minutos
Idioma: Português
Elenco: Mãe Renilda (Mãe Bené), Rejane Maia, Vó Mera, Márcio de Paula, Laíz de Oyá, Sidney Rufino
Parcerias / Apoios: Amazon Prime Video, Odun Filmes
Festivais e Exibições: 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Mostra Competitiva de Curtas Sessões especiais e exibições culturais na Paraíba
Premiações: Melhor Edição de Som – Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Observações: Curta-metragem paraibano que valoriza a religiosidade afro-brasileira, a ancestralidade e o protagonismo de mulheres negras, com forte abordagem sensorial e espiritual.
Sinopse
Axé Meu Amor acompanha Mãe Bené, uma mulher profundamente ligada às tradições do candomblé, que desperta de um sonho perturbador sentindo que algo grave está prestes a acontecer. Tomada por uma inquietação difícil de explicar, ela percebe sinais espirituais que indicam que sua mãe de santo corre perigo. Entre o medo, a intuição e a fé, Mãe Bené inicia um dia marcado por presságios e lembranças, onde o mundo espiritual se manifesta de forma intensa e inseparável de sua vida cotidiana. Em busca de respostas, ela recorre aos búzios e às orientações ancestrais, mergulhando em um processo de escuta profunda das forças que regem sua espiritualidade. A partir dessa consulta, Mãe Bené entende que sua missão vai além de um simples ritual: trata-se de reafirmar sua própria autonomia, sua fé e o vínculo que mantém com sua comunidade e com aqueles que vieram antes dela. Cada gesto, cada canto e cada silêncio revelam o peso simbólico da tradição e o cuidado que sustenta a relação entre o sagrado e o humano. Ao longo de sua jornada, Axé Meu Amor constrói uma narrativa sensível sobre amor, pertencimento e resistência cultural. O filme transforma o terreiro em um espaço de acolhimento, força e memória, celebrando o axé como energia vital que atravessa gerações. Mais do que retratar um ritual religioso, o curta propõe uma experiência íntima e poética sobre fé, ancestralidade e a potência do cuidado como forma de amor e sobrevivência.
Fontes: