Pesquisa e texto: Maria Beatriz Paulino
Gênero: Documentário Histórico Nacional
Ano de produção: 1990
Ano de lançamento: 1991
Cidade: Brasília
Duração: 168 minutos (longa-metragem)
Cromia: Colorido
Direção/Produção/Roteiro: Vladimir Carvalho
Elenco: Othon Bastos, Emmanuel Cavalcanti, B. de Paiva, Pompeu de Souza, Oscar Niemeyer e Darci Ribeiro
Compositor: Zé Ramalho
Diretores de Fotografia: Walter Carvalho, Alberto R. Cavalcanti, Jacques Cheuiche, Marcelo Coutinho, Waldir de Pina, Fernando Duarte e David Pennington
Editor: Eduardo Leone
Departamento de Som: Vladimir Carvalho, Waldir de Pina, Eduardo Leone, Alberto Nascimento, David Pennington e Chico Pereira
Premiações: Em 1990, o filme ganhou o prêmio “Margarida de Prata”, oferecido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para filmes brasileiros que ressaltam os valores humanos, éticos e espirituais e ampliam a consciência crítica e artística do público brasileiro. Também ganhou o prêmio especial do Júri do Festival de Gramado, em 1992. Em 1994, venceu o “Associação Paulista de Críticos de Arte” (APCA), de melhor filme.
Sinopse
Em 1959, pessoas de diversas regiões do Brasil, principalmente do nordeste, chegaram à Brasília para trabalhar na construção da futura capital do país. Os trabalhadores ficaram conhecidos como ‘candangos’, viviam em situações precárias no ambiente de trabalho, sofreram abusos, ataques, humilhações e exploração na Construtora Pacheco de Carvalho. Tudo isso resultou em uma chacina, com nove operários mortos e sessenta feridos. O filme também dá voz a figuras-chave da construção da capital, como Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Ambos reagem de maneiras diferentes em frente às câmeras. Costa nega saber dos eventos de maus-tratos contra os operários, enquanto Niemeyer interrompe a entrevista, como se estivesse escondendo situações sombrias da criação de Brasília.
Contexto de Produção
Em 1960, Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília, cidade construída entre 1986 e 1960, com a aliança na arquitetura moderna de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Em 1964, o documentarista paraibano Vladimir Carvalho se mudou para a cidade, envolvido na criação do curso de cinema da UnB. Entre 1964 e 1986, Vladimir filmou Brasília, a vida política, social e cultural, o fluxo migratório, eventos políticos e a vida nos assentamentos. Também entrevistou figuras públicas e os ‘candangos’ pioneiros. Os registros são feitos por mais de vinte anos, e se tornam o longa-metragem “Conterrâneos Velhos de Guerra”.
Fontes:
Críticas do filme Conterrâneos Velhos de Guerra – AdoroCinema
Cine Morena: Conterrâneos Velhos de Guerra, de Vladimir Carvalho
Conterrâneos Velhos de Guerra – Wikipédia, a enciclopédia livre