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Data de publicação do verbete: 21/01/2026

Berg Capoeira

Berg Capoeira

Capoeirista.

Entrevista e texto: Abraão Sena

Naturalidade: Caaporã – PB

Nascimento: 18 de Julho de 1982

Instagram: @berg_capoeira1982

 Josemberg Galdino dos Santos é um professor de capoeira, nascido e criado no município de Caaporã, no litoral sul da Paraíba, diante da sua contribuição, o professor é uma figura reconhecida dentro da cultura local. A capoeira em Caaporã, constitui-se como uma importante manifestação cultural, histórica e social, relacionada à identidade brasileira e à promoção da inclusão social. Sua presença no município está ligada à iniciativa comunitária e à atuação de educadores populares.

Segundo o professor Berg, a capoeira chegou a Caaporã por volta de 1996, por meio de três irmãos: “Chello, Silvio e Marcelo, que sempre vinham jogar capoeira entre eles na beira do rio Pitanga no distrito de Cupissura”. O primeiro contato direto com a prática ocorreu através de Marcelo, o irmão mais novo: “Foi através do Marcelo que dei os primeiros passos na capoeira”. Foi então que a capoeira passou a integrar um grupo organizado em 1997, fortalecendo sua presença na comunidade.

Em 2007, surgiu a necessidade de ampliar o alcance social da prática, dando início a um trabalho de inclusão social, com aulas gratuitas e atividades abertas à comunidade.esse trabalho envolveu “dar aulas de capoeira gratuita e fazer rodas nas praças e eventos como aulões, batizado e troca de cordas”. O papel do professor de capoeira é descrito de forma ampla e afetiva. Conforme o Professor, sua atuação vai além do ensino técnico: “Eu faço o papel de professor, de amigo, educador, conselheiro e, às vezes, até de pai”. Essa postura contribui para a formação cultural, social e cidadã de crianças e jovens do município.

Enquanto manifestação cultural e histórica, a capoeira é reconhecida por seus benefícios múltiplos, especialmente nos campos corporal e educacional. Ele destaca que a capoeira proporciona “benefícios como histórico, corporal e educacional”, reforçando sua relevância para a identidade brasileira e, particularmente, para o estado da Paraíba.  Para Berg, a capoeira é parte constitutiva da cultura nacional: “Na verdade, a capoeira desde que nasceu já fazia parte da cultura e passou a fazer parte do nosso povo brasileiro”.

Entre os principais desafios para manter viva a capoeira em cidades do interior como Caaporã, destaca-se a falta de apoio institucional: “O principal sempre foi a dificuldade de ter apoio, por parte dos pais e dos órgãos competentes”. Embora haja avanços, o apoio ainda é considerado limitado: “Os órgãos públicos estão começando a apoiar mais, ainda é muito pouco pelo trabalho que está sendo oferecido dentro da cidade”, declarou o capoeirista.

Atualmente, observa-se maior reconhecimento por parte da comunidade. Berg afirma que “a comunidade está vendo o poder de transformação que a capoeira tem”, o que tem fortalecido o apoio ao trabalho desenvolvido. No entanto, o suporte do poder público segue restrito, “tanto como apoio moral quanto financeiro”.

Como mensagem final, o professor Berg ressalta a importância do conhecimento histórico: “É necessário que a população estude mais a história do Brasil, estude mais sobre a chegada do povo negro no Brasil para ver a força da capoeira”. Para ele, a capoeira representa “uma grande ferramenta de inclusão social”, capaz de promover transformação física, histórica e cultural.

Fonte:

Entrevista com Berg Capoeira concedida a Abraão Sena em Janeiro de 2026.

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