Sara Fortunato

O palco Bonde, na Usina Cultural Energisa, será cenário para o espetáculo de danças ciganas Caravana dos Ventos, no dia 22 de maio, às 20h. A convenção narra de forma poética e coreográfica a trajetória do povo cigano desde sua origem no noroeste da Índia, na região do Rajastão, até sua diáspora pelo mundo.
O evento está sendo organizado pelo Centro Cultural Energisa, compondo parte da programação de maio do VIVA USINA 2026, que tem como principal proposta democratizar o acesso à cultura para todos os públicos, de forma gratuita. Aberto ao público em geral, as apresentações contarão com danças artísticas e ancestrais além de fusões, com a participação especial do ator Giotto, que fará a narração dos números.
A expectativa é de trazer diversidade e riqueza cultural, com referências às performances ancestrais indianas, percorrendo caminhos pelo Oriente Médio, Europa e outras regiões, revelando os encontros, transformações estéticas e a permanência da identidade cigana ao longo do tempo.
O espetáculo é composto por coreografias solo, em grupo e momentos narrativos que conduzem o público por essa travessia simbólica, na qual o corpo se torna linguagem, memória e resistência. A direção artística, o roteiro e a concepção são de Andréa Monteiro, com composições desenvolvidas a partir dessa narrativa cênica, criando uma conexão entre história, dança e ancestralidade.
Segundo Andréa, a ideia de transformar essa trajetória em uma apresentação surgiu a partir do aprofundamento nos estudos sobre a cultura cigana e sua ancestralidade. “Eu comecei a estudar as origens desse povo e percebi que existia muito mais por trás de cada gesto. Não fazia mais sentido apresentar só coreografias soltas. Eu queria contar uma história”, explica.
Para a coreógrafa, trabalhar com danças ancestrais nos dias atuais também representa um compromisso com a memória e a identidade cultural.
“Em um mundo tão acelerado, essas danças nos convidam a desacelerar e a olhar para trás não como algo ultrapassado, mas como uma fonte viva de conhecimento e identidade”, afirma.
Andréa também destaca que espera provocar emoção e reflexão no público. “Existe muita discriminação e muitos estigmas em relação ao povo cigano. A arte também tem esse papel de quebrar essas visões distorcidas”, ressalta.
Resumindo o espetáculo em uma frase, Andréa define: “A dança como corpo vivo da memória coletiva e da superação de um povo.”
Mais informações estão disponíveis na página do Instagram @vivausina.
Serviço
Caravana dos Ventos
Onde: Palco Bonde (Usina Cultural Energisa)
Quando: Sexta, 22 de maio, às 20h
Classificação: Livre
Entrada 100% gratuita
Acessibilidade: Todas as apresentações culturais contam com intérpretes de Libras. As salas e espaços abertos da Usina Cultural Energisa contam com audiodescrição. O aparelho cultural também oferece uma Sala de Regulação Sensorial.