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Data de publicação do verbete: 06/06/2026

Francisco Floriano da Nóbrega Espínola

Francisco Floriano da Nóbrega Espínola

Chico Espínola foi um magistrado, jurista e professor paraibano de destacada atuação no Poder Judiciário estadual.

Pesquisa e texto: Gustavo Roberto

Naturalidade:  Pombal – PB

Nascimento: 4 de maio de 1914

Atividade exercício-profissional: Desembargador, magistrado, professor de Direito, jurista

Atuação: Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba; memória institucional e patrimônio histórico

Francisco Floriano da Nóbrega Espínola, conhecido afetivamente como Chico Espínola, foi um magistrado, jurista e professor paraibano de destacada atuação no Poder Judiciário estadual. Nascido em 4 de maio de 1914, na cidade de Pombal, construiu sua trajetória entre o sertão e o litoral paraibano, tornando-se uma das figuras mais relevantes da magistratura no estado durante o século XX. Presidiu o Tribunal de Justiça da Paraíba em um período de transformações institucionais e consolidou uma imagem pública associada à simplicidade, equilíbrio e rigor jurídico. 

Embora sertanejo de origem, Espínola foi criado em João Pessoa e formou-se em Direito no Recife, iniciando a carreira na magistratura em comarcas do interior paraibano antes de retornar à capital. Em 23 de outubro de 1959, foi nomeado desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, após atuação como juiz da Primeira Vara da capital. Em 1964, foi eleito presidente da Corte, período em que promoveu mudanças administrativas e acompanhou a modernização do Judiciário estadual. 

Entre os marcos de sua gestão está a inauguração, em 23 de maio de 1965, do Museu e Cripta de Epitácio Pessoa, instalado junto ao Tribunal de Justiça da Paraíba. Sob sua presidência, foi realizado o translado dos restos mortais do ex-presidente da República Epitácio Pessoa e de sua esposa, Maria da Conceição Saião Pessoa, antes sepultados no Rio de Janeiro, iniciativa que reforçou a preservação da memória histórica do único paraibano a ocupar a Presidência da República brasileira. 

Lembrado por contemporâneos como um homem de fala mansa, cultura jurídica ampla e postura humanista, Francisco Espínola também atuou como professor de Direito Penal, sendo reconhecido pela forma didática e próxima com que conduzia suas aulas. Décadas após sua atuação institucional, sua trajetória foi homenageada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, por ocasião do centenário de seu nascimento, em 2014, reafirmando sua relevância para a história do Judiciário paraibano.

Fontes:

https://www.tjpb.jus.br/w/tribunal-de-justi%C3%A7a-comemora-o-centen%C3%A1rio-de-nascimento-do-desembargador-francisco-floriano-da-n%C3%B3brega-2

https://www.polemicaparaiba.com.br/opiniao/parahyba-e-suas-historias-francisco-espinola-um-homem-simples-e-justo-por-sergio-botelho/

 

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