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Data de publicação do verbete: 13/06/2026

Gunga Rodrigues

Gunga Rodrigues

Artista plástico e artesão.

Entrevista e texto: Larissa Macedo

Naturalidade: Guarabira – PB

Nascimento: 10 de abril de 1975

Atividade artístico-cultural: artes plásticas e artesanato

Instagram: @rodriguesgunga

Morador de João Pessoa desde 1981, Gunga montou seu ateliê definitivamente em 2023, em parceria com Raisse Herculano, o Parahyba – Ateliê de Artes.

Sua trajetória artística começou em 2010, desenhando e pintando como hobby. Fez exposições coletivas com um ateliê local. Teve obras selecionadas para o Salão Municipal das Artes Plásticas e participou de uma exposição no Sebo Cultural, onde sua tela foi premiada em primeiro lugar por votação do público. Também participou de exposições no Sesc João Pessoa e na Estação Cabo Branco.

Atualmente, trabalha em sua primeira exposição solo, que une pintura, cerâmica e projetos de instalações – outra de suas paixões. A mostra também acontecerá na Estação Cabo Branco, ainda em 2026.

Para Gunga, seu maior desafio é dividir o tempo entre dar aulas, produzir e promover a própria carreira, inscrevendo-se em editais para angariar recursos. Em sua opinião, esses editais são criados não para artistas, mas para pessoas que trabalham com editais, o que se torna uma barreira para a circulação de recursos dentro do campo da arte nas mãos dos próprios artistas.

Seus maiores sonhos são ter uma obra no Museu Louvre, uma exposição em São Paulo e outra no Instituto Inhotim (MG). Esse desejo não parte de uma vontade de reconhecimento individual, mas de um querer coletivo: representar a cultura popular paraibana com toda sua grandeza e identidade que é algo diferente do que existe fora e que também é muito buscado por apreciadores de outras regiões.

Para artistas iniciantes, Gunga aconselha ser verdadeiro e depender apenas da própria vontade e desejo, não do reconhecimento externo. O artista cria pela necessidade interior de se expressar, e isso já é suficiente para não ser parado.

Seu trabalho segue sem fronteiras, mesmo quando ele se depara com uma mentalidade que muitas vezes se mostra conservadora, inclusive dentro da cena artística local. O novo sempre vem.

Fonte:

Entrevista realizada por Larissa Macedo com Francisco Rodrigues (Gunga) em maio de 2026.

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