Entrevista e texto: Larissa Macedo
Naturalidade: Guarabira – PB
Nascimento: 10 de abril de 1975
Atividade artístico-cultural: artes plásticas e artesanato
Instagram: @rodriguesgunga
Morador de João Pessoa desde 1981, Gunga montou seu ateliê definitivamente em 2023, em parceria com Raisse Herculano, o Parahyba – Ateliê de Artes.
Sua trajetória artística começou em 2010, desenhando e pintando como hobby. Fez exposições coletivas com um ateliê local. Teve obras selecionadas para o Salão Municipal das Artes Plásticas e participou de uma exposição no Sebo Cultural, onde sua tela foi premiada em primeiro lugar por votação do público. Também participou de exposições no Sesc João Pessoa e na Estação Cabo Branco.
Atualmente, trabalha em sua primeira exposição solo, que une pintura, cerâmica e projetos de instalações – outra de suas paixões. A mostra também acontecerá na Estação Cabo Branco, ainda em 2026.
Para Gunga, seu maior desafio é dividir o tempo entre dar aulas, produzir e promover a própria carreira, inscrevendo-se em editais para angariar recursos. Em sua opinião, esses editais são criados não para artistas, mas para pessoas que trabalham com editais, o que se torna uma barreira para a circulação de recursos dentro do campo da arte nas mãos dos próprios artistas.
Seus maiores sonhos são ter uma obra no Museu Louvre, uma exposição em São Paulo e outra no Instituto Inhotim (MG). Esse desejo não parte de uma vontade de reconhecimento individual, mas de um querer coletivo: representar a cultura popular paraibana com toda sua grandeza e identidade que é algo diferente do que existe fora e que também é muito buscado por apreciadores de outras regiões.
Para artistas iniciantes, Gunga aconselha ser verdadeiro e depender apenas da própria vontade e desejo, não do reconhecimento externo. O artista cria pela necessidade interior de se expressar, e isso já é suficiente para não ser parado.
Seu trabalho segue sem fronteiras, mesmo quando ele se depara com uma mentalidade que muitas vezes se mostra conservadora, inclusive dentro da cena artística local. O novo sempre vem.
Fonte:
Entrevista realizada por Larissa Macedo com Francisco Rodrigues (Gunga) em maio de 2026.