Pesquisa e texto: Maria Beatriz Paulino
Gênero: Documentário Sociológico
Ano de realização: 1967
Local: Campina Grande-PB
Direção: Machado Bittencourt
Colaboração/Engenharia: Luiz Barroso
A Feira é um documentário que marca a estreia de Machado Bittencourt na direção cinematográfica. O filme é considerado um marco técnico e sociológico no cenário do cinema paraibano da década de 1960, e surgiu em um período de efervescência cultural na Paraíba, impulsionado pelo sucesso de Aruanda, obra de Linduarte Noronha. Machado Bittencourt que já atuava como fotógrafo freelancer e produtor audiovisual, realizou a obra em parceria com Luiz Barroso.
A produção destacou-se por uma inovação técnica para a época: rodado em formato 16 mm, além de utilizar uma lente cinemascópica adaptada para o formato 16mm, por meio de aparatos engenhosos construídos por Luiz Barroso
Sinopse:
A obra trata sobre aspectos característicos das modalidades de comercialização de uma das maiores feiras do país. A narrativa acompanha quatro personagens distintos que representam diferentes estratos e intenções:
– O Estrangeiro: busca realizar um trabalho com finalidade intelectual;
– O homem de classe média: foca em atender às exigências do estômago (necessidades básicas);
– A prostituta: busca uma oportunidade de vender-se, de subsistência;
Segundo Machado Bittencourt, esses personagens servem para traduzir a diversidade de tendências humanas, unificando-se em um espetáculo de produtos, sentimentos, gostos, que estão bem vivos na própria terra.
Fontes:
LEAL, Wills. Cinema na Paraíba/Cinema da Paraíba: segundo volume. João Pessoa: Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho/Gráfica Santa Marta, 2007.
Machado Bittencourt – Paraíba Criativa
Retalhos Históricos de Campina Grande: Gente da Gente: Machado Bittencourt