O maior conteúdo digital de cultura regional do Brasil
Registro das artes e culturas da Paraíba
4.494 Registros
O maior conteúdo digital de cultura regional do país
Registro das artes e culturas da Paraíba
4.494 Registros
Data de publicação do verbete: 06/07/2015
Atualizado em: 04/07/2025

Aguiar

Aguiar

Localizado na microrregião de Piancó. Aguiar desenvolveu-se a partir da fazenda São Francisco, de propriedade de Manoel Alves Cassiano.

Localização: Mesorregião da Depressão Sertaneja e microrregião de Piancó.

Data da emancipação política: 22 de dezembro de 1961.

Instalado em 28 de outubro de 1962.

Limites geográficos municipais: Municípios de São José de Piranhas, Carrapateira, São José da Lagoa Tapada, Coremas, Igaracy, Itaporanga, Serra Grande e Nazarezinho.

Área territorial: 344 691 km²

Altitude: 262 m

População / IBGE / 2022: 5.003 habitantes.

Gentílico: Aguiarense

Distância da capital João Pessoa: 421,1 Km

Acesso a partir de João Pessoa: Rodovias BR 230 E PB 361.

História do município

Em meados do século XVIII, começou o povoado de São Francisco, atual Aguiar, que teve como primeira família a de Francisco Dutra de Andrade. Era português, que na invasão da Capitania de Pernambuco fugiu dos conflitos com a sua família, saindo do litoral para o sertão da Paraíba. Chegando lá, recebeu uma doação de uma faixa de terra, de acordo com uma Sesmaria, que correspondia a três léguas de comprimento e uma de largura. A residência do senhor Francisco Dutra ficava na localização do sítio Lagamar, em Aguiar, em frente ao “cemitério velho”. No dia 2 de outubro de 1858, o Alferes Joaquim José Rufino da Silva e sua esposa, D. Tereza de Jesus, foram ao cartório da Vila de Santo Antônio de Piancó, onde se encontrava o tabelião Manoel Henrique dos Anjos Bastos, e fizeram uma doação de 120 braças de terra do Sítio São Francisco para o patrimônio da Capela de São Sebastião, denominado São Francisco de Aguiar. A escritura de doação do patrimônio religioso foi registrada a mando do Major Manoel Valeriano do Nascimento no dia 15 de fevereiro de 1869.

Denominação

O atual topônimo de Aguiar não tem versão única quanto à sua origem; moradores afirmam que o nome Aguiar se originou de uma tribo indígena que usava a margem de um rio (que passa pela cidade) para trafegar juntamente com os primeiros habitantes; e diziam: “seguiremos pelo rio a nos guiar”, daí a denominação Aguiar. Entretanto, já foi chamada Fazenda São Francisco de Aguiar, Vila São Francisco de Aguiar, Distrito São Francisco do Aguiar, pela Lei nº 17, de 7 de janeiro de 1986, subordinado ao município de Piancó, assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de São Francisco de Aguiar passou a denominar-se apenas Aguiar.

Limites

Ao norte: São José de Lagoa Tapada e Nazarezinho. A noroeste: Carrapateira. A oeste: São José de Piranhas. A sudoeste: Serra Grande. Ao sul: Itaporanga e Igaracy. A sudeste: Piancó. E ao leste: Coremas

Relevo

Aguiar acha-se incluso na Unidade Geoambiental da “Depressão Sertaneja”, onde os terrenos ficam entre 250/300m, com relevo em colinas e dissipação relativamente acentuada, pois se destacam elevações residuais dispostas em forma alongada e alinhada com o”trend” estrutura geológica regional. A depressão é relativa, pois se encontra acima do nível do mar, e mais baixa em relação aos terrenos vizinhos.

Solo

Os solos são rasos e pedregoso, resultantes da degradação das rochas cristalinas, do embasamento, sendo, em sua maioria, do tipo polizólico – vermelho-amarelo de composição areno-argiloso, tendo localmente latossolo e solo de aluvião. A falta de água por períodos bem prolongados provoca um desenvolvimento lento dos solos. A decomposição química da rocha é poço expressivo, ocorrendo maior ação mecânica (quebramento) da rocha.

Fauna e Flora

Aguiar, assim como vários municípios e regiões do Nordeste Brasileiro, conta com uma vegetação rústica e extremamente adaptada ao clima predominante no bioma da Caatinga e suas condições áridas. Dentre as espécies que se destacam, estão os cactos (xique-xique, mandacaru e coroa-de-frade) e também arbustos e outras plantas menores. A fauna também é diversificada. Os animais presentes aqui são adaptados ao nosso clima. Dentre as espécies regionais estão mamíferos (preás, tatus, guarás, raposas e saguis), aves psitaciformes (periquitos e tuins), passeriformes (bem-te-vis, pitiguarís, papa-moscas, sanhaçus, galos de campina, etc) e aquáticas ( garças, marrecas, saracuras e jaçanãs), entre outras espécies (pombos, inhambus, curiangos). Além dessas classes, também podemos encontrar algumas espécies de anfíbios (sapos e rãs), répteis (cobras, lagartos, iguanas e tejus) e peixes (lambarís, traíras, curimatãs) e, também, várias classes diferentes de invertebrados (insetos, moluscos de água doce, aracnídeos, etc.).

Bioma e Clima

Composta por Caatinga xerofítica com cactáceas, arbustos e árvores de pequeno porte. Em termos climatológicos, o Município acha-se inserido no denominado “Polígono das Secas”. Na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definido pelo Ministério da Integração Nacional, em 2005. Essa delimitação tem como critérios os índices pluviométricos, o índice de aridez e o risco de seca. Apresenta clima semiárido (quente e seco), com chuvas de verão, alcançando um dos mais baixos índices de precipitação do Estado. O regime pluviométrico, além de baixo, é irregular, com temperaturas elevadas durante o dia, amenizando à noite entre 25 °C e 30 °C à sombra, com ocasionais picos mais elevados, principalmente durante a seca. No geral, caracteriza-se pela presença de apenas duas estações: o verão e o inverno. Esse clima inóspito caracteriza sua paisagem.

Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que Aguiar apresenta um clima com média pluviométrica anual de 902.9 mm e temperatura média anual de 26.4 °C.

Hidrografia: Bacia hidrográfica do rio Piranhas, na sub-bacia do rio Piancó.

Manifestações culturais/Festas populares: Emancipação Política, Semana Cultural, Carnaval e os festejos juninos.

Atrações Turísticas Naturais: Barragem e açude no Sítio Lages, açude no Sítio Abóbora

Patrimônio arquitetônico-cultural material: Igreja Matriz de São Sebastião e Praça Joaquim Bento de Sousa e Praça Izidio Leite.

Equipamentos culturais-turísticos: Quadrilhas tradicionais e estilizadas.

Fontes:

http://www.cprm.gov.br/rehi/atlas/paraiba/relatorios/AGUI002.pdf/

http://www.aguiar.pb.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=55&Itemid=74/

http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/paraiba/aguiar.pdf/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aguiar_%28Para%C3%ADba%29/

Atualizado por Sandra da Costa Vasconcelos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *