Pesquisa e texto: Jonas do Nascimento dos Santos
Título: Atrito
Ano: 2017
País: Brasil
Direção: Diego Lima
Roteiro: Diego Lima
Locação: João Pessoa-PB
Formato: Curta-metragem
Gênero: Ficção | Drama
Duração: Aproximadamente 18 minutos
Idioma: Português
Elenco: Suzy Lopes, Felipe Espíndola, Laís Lacerda
Festivais e Exibições: Mostra Sesc de Cinema – edição 2018; Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro
Premiações e Reconhecimentos: Melhor Curta Paraibano – Fest Aruanda, Melhor Direção – Fest Aruanda, Melhor Ator – Fest Aruanda, Melhor Atriz – Fest Aruanda, Prêmio da Crítica – Abraccine
Observações: Curta-metragem realizado de forma independente, com forte caráter autoral, explorando conflitos familiares, religiosos e identitários a partir de uma narrativa intimista e concentrada no espaço doméstico.
Sinopse
Atrito acompanha um jovem que vive sob o mesmo teto de uma mãe profundamente religiosa, em um ambiente onde fé, controle e silêncio moldam o cotidiano. A relação entre os dois é marcada por regras rígidas, cobranças constantes e uma vigilância que transforma o lar em um espaço de tensão permanente. Pequenos gestos, palavras contidas e olhares carregados revelam um conflito que vai muito além de desentendimentos comuns entre mãe e filho. À medida que o dia avança, o protagonista é confrontado com seus próprios desejos, dúvidas e a necessidade urgente de afirmar sua identidade. O peso das crenças familiares entra em choque com sua busca por autonomia, criando uma atmosfera claustrofóbica onde cada tentativa de diálogo se transforma em confronto. O filme expõe como o amor pode coexistir com a opressão e como a fé, quando usada como imposição, pode se tornar instrumento de dor e negação. Com uma abordagem sensível e intensa, Atrito constrói sua narrativa a partir de silêncios, gestos mínimos e interpretações carregadas de emoção. O espaço doméstico funciona como extensão do conflito interno dos personagens, reforçando a sensação de aprisionamento emocional. O curta propõe uma reflexão profunda sobre intolerância, afeto e os limites entre proteção e controle, revelando o impacto duradouro dos conflitos familiares na formação da identidade individual.
Fonte: