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Data de publicação do verbete: 06/04/2026

Cida Costa

Cida Costa

Atriz.

Pesquisa e texto: Sara Fortunato 

Naturalidade: Santa Cruz – RN // Radicada em João Pessoa – PB

Nascimento: 21 de dezembro de 1940 // Falecimento: 24 de março de 2026

Atividades artístico-culturais: Atriz

Natural do estado do Rio Grande do Norte, nascida em Santa Cruz, às margens do rio Potengi, Cida Costa foi uma atriz de teatro. Reconhecida por sua longa trajetória nas artes cênicas na cidade de João Pessoa, Paraíba, construiu uma carreira marcada pela versatilidade, dedicação aos palcos e forte presença no teatro paraibano, tornando-se uma das atrizes com mais tempo de atuação na cena local.

No início da década de 1970, após um período vivendo em São Paulo — onde trabalhou na empresa Philco por cerca de cinco anos — Cida retornou a João Pessoa. Mãe solo, decidiu voltar à cidade em razão das dificuldades de conciliar trabalho e a criação da filha. Antes disso, não tinha a intenção de permanecer definitivamente na capital paulista. Foi por intermédio de sua irmã, Adalice, já envolvida com o teatro, que teve seu primeiro contato com as artes cênicas.

Sua estreia nos palcos ocorreu na peça Papa Rabo, de Fernando Teixeira, marco inicial de uma trajetória que se consolidaria ao longo das décadas seguintes. Paralelamente à carreira artística, Cida atuou como funcionária pública na universidade, atividade que lhe permitia conciliar o trabalho com o teatro. Mesmo após a aposentadoria, afirmava que não deixaria os palcos, mantendo-se ativa enquanto houvesse oportunidades de atuação.

Ao longo de sua carreira, destacou-se pela disposição em interpretar papéis diversos e desafiadores, incluindo personagens como prostitutas, idosas e figuras de forte carga dramática. Defendia que quanto mais distante o personagem fosse de sua realidade pessoal, maior era o desafio e o prazer artístico. Em relação a possíveis preconceitos enfrentados por conta de determinados papéis, afirmava não se importar com julgamentos externos, priorizando sempre a qualidade e a entrega em cena.

Entre os trabalhos mais marcantes de sua trajetória, destaca-se a peça As Velhas, de Lourdes Ramalho, com direção de Duílio Cunha, estreada em 2000. O espetáculo permaneceu cerca de oito anos em cartaz e alcançou grande repercussão, levando Cida a se apresentar em diversas localidades. Sua atuação ao lado da atriz Zezita Matos consolidou uma parceria de destaque, e o papel tornou-se um dos mais emblemáticos de sua carreira, sendo frequentemente associado à sua imagem pelo público.

Cida também integrou elencos de importantes montagens do teatro paraibano, como Beijo Roubado, Comédia em 3×4, Não se Incomode pelo Carnaval e Flor de Macambira, trabalhando sob direção de nomes como Duílio Cunha, Ângelo Nunes e Leonardo Nóbrega. Sua presença constante em produções relevantes contribuiu significativamente para a consolidação e difusão do teatro na Paraíba.

Além de sua atuação artística, Cida defendia a formação acadêmica como caminho importante para jovens interessados na carreira, incentivando o ingresso em cursos universitários de teatro. Em entrevistas, destacava a satisfação pessoal com a profissão, afirmando que ser atriz era uma escolha que valia a pena e lhe proporcionava felicidade.

Cida Costa faleceu aos 85 anos, em João Pessoa, deixando um legado expressivo para o teatro paraibano. Sua trajetória é lembrada pela entrega intensa à arte, pela versatilidade de seus personagens e pela contribuição duradoura à cena cultural nordestina.

Fontes: 

https://auniao.pb.gov.br/noticias/caderno_cultura/cida-costa-marcou-o-teatro-pessoense

https://youtu.be/72LlQtH1rCc?si=uoXYyytIY9rW51XP

https://www.facebook.com/profile.php?id=100013126057343 

 

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