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Data de publicação do verbete: 28/08/2015
Atualizado em: 01/11/2026

Clóvis Júnior

Clóvis Júnior

Pintor, escultor e gravurista. O artista possui diversas exposições no Brasil e no exterior. Suas obras são pintadas no estilo Naif.

Naturalidade: Guarabira-PB

Nascimento: 22 de julho de 1965

Atividades artístico-culturais: Pintor, escultor e gravurista.

Formação artístico-educacional: Em 1985, ingressa no curso de educação artística da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Faz curso de gravura com o Prof. Hermano José, na UFPB.

Instagram: @clovisdjunior

Prêmios/Títulos: Troféu Paraíba Artista Plástico do Ano, João Pessoa- PB (1996); XV Noite da Cultura da Paraíba, Menção Honrosa, João Pessoa-PB (2000); Comenda “Gente que faz a nossa Paraíba” e a Medalha Honorífica Osmar de Araújo Aquino, em Guarabira-PB (2008); Medalha Augusto dos Anjos, Assembléia Legislativa da Paraíba, João Pessoa-PB (2007); Título de Cidadão Pessoense, João Pessoa-PB (2006)

Outros: 1° Lugar no Concurso Listel/Telpa, Catálogo Telefônico da Paraíba-PB (1997); Participação do Livro Artistas Brasileiros, Senado Federal, Brasília, DF (2006); Participação do Livro Brazilian Art, São Paulo-SP (2005); Artista paraibano selecionado para compor Calendário 2005, CHESF, João Pessoa- PB (2005); XXVIII Anuário do Clube de Criação de São Paulo- SP (2003); 1° Lugar no Concurso Nacional de Cartazes Contra as Drogas, Promovido pela ONU, Brasília-DF (1993).

Exposições/Salões: Salão Cenas da Cultura Popular, Piracicaba-SP (1986); Mostra Internacional de Arte Ingênua e Primitiva, Menção Honrosa, Piracicaba- SP (1992); V Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo-SP (2000); Bienal Naïfs do Brasil, São Paulo-SP (2004/2006); III Bienal Internacional de Gravuras, Jundiaí-SP (2004); 10 anos do Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro-RJ (2003); Lendas e Crenças: Mostra Itinerante de Arte de São Paulo-SP (1997); 1° Salão MERCOSUL de Arte Sacra, Grande Menção Honrosa, Buenos Aires-Argentina (1996) e demais mostras de arte; Exposição individual A Alegria da Festa, Casa MGA, João Pessoa-PB (2026)

Clóvis Dias Júnior, de nome artístico Clóvis Júnior, possui diversas exposições no Brasil e no exterior. Suas obras são pintadas no estilo Naïf. O artista, que veio morar em João Pessoa aos 17 anos de idade, teve sua estreia como artista plástico no ano de 1983, aos 18 anos.

Ao refletir sobre sua arte, Clóvis enfatiza: “A percepção da cor depende da maneira como o cérebro interpreta a distribuição do comprimento de ondas de luz que penetram nos olhos. Por isso, ela pode ser analisada tanto sob o aspecto físico/óptico, no que diz respeito à natureza da luz, quanto fisiológico/visual, quando se pensa na forma como o olho vê a cor”.

Essa breve reflexão surge a respeito do impacto estético das telas de Clóvis Júnior. A intensidade de suas cores chama a atenção pela criação de massas visuais separadas por contornos finos. O recurso dá aos seus trabalhos grande leveza, e as figuras parecem flutuar no espaço nas mais diversas situações.

O trabalho de Clóvis com a cor é mais importante do que o desenho ou a escolha da temática. Esses dois elementos podem nos enganar à primeira vista, mas é nas soluções cromáticas que o artista encanta. Desde a sua estreia, ele soluciona plasticamente suas composições por meio de uma distribuição colorística harmoniosa e agradável à vista.

Grupos de pessoas em ocasiões de festas populares, como o bumba meu boi ou as comemorações de junho, mostram o uso de tonalidades quentes, principalmente em nuances de vermelho, amarelo e laranja. Esse tipo de trabalho com o uso de cores plenas aproxima decisivamente o artista paraibano da chamada “Arte Naïf”, realizada por artistas geralmente autodidatas que expressam, cada qual a seu modo, a própria visão de mundo.

O recurso da justaposição de imagens, muito comum na obra de Clóvis, também encontra seu esteio pictórico na cor. Ao utilizar o acrílico sobre tela, ele consegue dar a seu trabalho um brilho que o torna encantador, marcadamente para o público internacional, que se fascina pelos contrastes utilizados na composição de temas para ele exóticos, como o cangaço, ou clássicos, como a Santa Ceia.

Graficamente, um aspecto a destacar na poética de Clóvis são as árvores. Suas formas retorcidas são utilizadas habilmente na construção das telas, auxiliando a criar atmosferas equilibradas. Quando seus galhos dão numerosas voltas em torno de si mesmos, elas não perdem a leveza, sugerindo um sutil movimento ascensional.

A festa de cores proposta pela arte de Clóvis Júnior ultrapassa os aspectos físico/óptico e fisiológico/visual, atingindo a esfera da sensível matéria pictórica. Sua cor atinge a alma do observador pelo impacto visual causado e pela maneira como as formas estilizadas interagem com uma plenitude de cores que fala profundamente, pois está impregnada de densa humanidade.

Ao longo do tempo, suas obras passaram a integrar coleções públicas e privadas em mais de 150 países. Em 2026, realizou a exposição individual A Alegria da Festa, na Casa MGA, em João Pessoa, reunindo pinturas, esculturas e gravuras produzidas ao longo da última década e reiterando sua trajetória como um dos principais representantes da arte naïf paraibana.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%B3vis_J%C3%BAnior

https://www.youtube.com/watch?v=bCqrC_Lr4uo

http://www.infoescola.com/artes/arte-naif/

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Biografia_Artista.asp?idArtistaBiografia=4315

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/CAMARA-HOJE/429712-ARTISTA-PLASTICO-CLOVIS-JUNIOR-DOA-PARA-A-CAMARA-SUA-TELA-ARTE-E-POVO-NO-PODER.html

*Atualizado por Laryssa Luna em julho de 2026.

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