Entrevista, pesquisa e texto: Larissa Félix
Naturalidade: João Pessoa – PB
Nascimento: 21 de Fevereiro de 1998
Atividade artístico-cultural: atriz, bailarina, gestora cultural, professora
Instagram: @flavinha.arte
Natural da capital paraibana, Flávia Espinosa é uma multiartista paraibana com destaque para as artes cênicas e dança. Apesar de ser pessoense, viveu seus primeiros 15 anos de idade em Guarabira-PB.
Em entrevista, Flávia Espinosa conta que sua mãe costumava levá-la no Teatro Geraldo Alverga (Guarabira-PB) durante sua infância, sempre a incentivando a consumir arte. Aos 7 anos, iniciou as aulas de teatro na escola, sempre muito dedicada. Com 14 anos, já reconhecia que queria seguir profissionalmente com a carreira de artista, e no ensino médio estava focada em fazer Teatro no ensino superior, sem ligar para comentários maldosos que estereotipam a profissão. Flávia também conta que sentia o déficit do acesso à cultura no interior, e queria consumir mais espetáculos, fazer oficinas e aprimorar seu estudo. Somente após se mudar para João Pessoa, sentiu seus caminhos se abrirem.
Flávia se formou em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pós graduou-se em Gestão e Produção Cultural na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Atualmente, trabalha como bailarina, professora de teatro e sapateado, gestora cultural, produtora e diretora artística. Inicialmente, nunca se imaginou como professora. Mas, com o passar do tempo, teve oportunidade de ministrar aulas em espaços artísticos e percebeu que as pessoas a procuravam por admirar seu trabalho artístico. Hoje em dia, possui alunos de 4 a 93 anos. Ela reconhece que a arte é um instrumento de transformação, e se sente grata por fazer parte disso enquanto educadora.
Sua vida profissional começou com “O Auto do Natal Luz”, no Colégio da Luz (Guarabira-PB), em meados de 2016 e 2017, onde atuou como coreógrafa e bailarina, sob direção de Kalline Brito. Na Mostra Universitária de Artes Cênicas de 2018, estreou a performance “Amantes”, uma produção de seu coletivo recém-criado “Nós”. No ano seguinte, fez o papel de Mão Enrugada, uma personagem da obra “A Cabeça” do grupo Cabem 7, com a direção de Cely Farias. No mesmo ano, ingressou no coletivo de dança Redemoinho com a performance “Se a Carapuça Servir”, de Victor D’Olive.
Na quarentena do ano de 2020, fez sua participação no projeto “Tap Em Casa!”, através de um edital publicado pela Funesc. Além disso, participou de lives gravadas em isolamento para o coletivo Redemoinho e da Performance “Oh de Casa”, com o edital “Programação 2020” (Centro Cultural do Banco do Nordeste). Flávia também ministrou oficinas de dança, como a Oficina Comunidança “Tap Aqui” no edital de credenciamento de Chica Barbosa (Lei Aldir Blanc- SECULT). Com o edital Fernanda Benevenutty (também ofertado pela Lei Aldir Blanc- SECULT), fez um vídeo-performance do “Oh de Casa”. Com o seu coletivo “Nós”, fez uma vídeo-performance intitulada “Dentro de Caixas” para o Festival “Somos Muites Diversidades em Cena” (2021)
Em 2023, ministrou a oficina “Bate o pé, Cabedelo” no Centro Cultural Mestre Benedito. Atualmente (2025), participa da Cia Só no Sapatinho, Coletivo Porta Adentro e também é professora do Ballet Studio José Enoch e Cenário Arte e Cultura. Para o Ballet Studio José Enoch, produziu festivais de dança e teatro, como “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “O Mágico de Oz” e “Alice: Uma Realidade Através do Sonho”.
“Quero que minha trajetória contribua pra fortalecer a cena cultural paraibana. Desejo que os futuros profissionais artistas se sintam inspirados a acreditar no seu potencial, mesmo diante das dificuldades.”, afirma a artista. “Quando estou em cena, estou entregando um pedaço de mim e, ao mesmo tempo, dando voz a sentimentos e histórias que pertencem a muitas pessoas. Se alguém sair transformado, inspirado ou simplesmente mais consciente depois de vivenciar o que faço, sinto que cumpri minha missão.”
Fontes:
Entrevista concedida a Larissa Félix em 28 de agosto de 2025
https://www.coletivoportaadentro.com.br/fl%C3%A1via-espinosa