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Data de publicação do verbete: 10/10/2016

José Francisco das Chagas

Poeta, escritor e jornalista. Obras publicadas: Canção da Expectativa; Canhões do Silêncio; Os Telhados, Azulejos do Tempo, entre outras.
Data de publicação: outubro 10, 2016

Naturalidade: Piancó – PB

Nascimento: 29 de outubro de 1924 / Falecimento: 13 de maio de 2014.

Atividades artístico-culturais: Poeta, escritor e jornalista.

Obras publicadas: Canção da Expectativa; Canhões do Silêncio; Os Telhados, Azulejos do Tempo; Apanhados do Chão, Maré – Memória” e Colégio do Vento (soneto).

José Francisco das Chagas começou a trabalhar na agricultura ainda um menino, ajudando o pai. Passou a frequentar a escola na adolescência, iniciando o 2º grau em Teresina (PI), e concluiu em São Luís.

Chagas viveu toda sua juventude na cidade de Pedreiras, um município brasileiro do Estado do Maranhão, porém mudou-se para São Luiz do Maranhão, em 1948, e criou um vínculo tão forte com a cidade, tornando-a fonte inesgotável de inspiração para a escrita de seus textos.

O interesse em escrever versos abrigou forte influência dos repentistas e violeiros da época. Ao longo de sua trajetória intelectual, conquistou o reconhecimento através de uma extensa bibliografia em poesia e prosa, e pela incansável colaboração de décadas como cronista de diversos jornais maranhenses.

Estreou como escritor aos 31 anos, com a publicação de “Canção da Expectativa” pela Tipografia São José, em 1955. É autor de muitos livros de poesia, possuindo uma vasta bibliografia. Dentre suas principais obras destacam-se: “Canhões do Silêncio; Os Telhados, Azulejos do Tempo; Apanhados do Chão e Maré – Memória”. O escritor tornou-se membro da Academia Maranhense de Letras.

No conjunto da obra de José Chagas, a coletânea de sonetos Colégio do Vento, lançada em 1974. Destaca-se por resgatar as lembranças da origem pobre no interior da Paraíba, quando o menino acompanhava o pai à lavoura e tinha de conciliar a dureza da realidade com as fantasias e sonhos da poesia.

Em 1994, José Chagas foi enredo da Escola Favela do Samba, que utilizou uma das obras do escritor “Os Canhões do Silêncio”, para desfilar no carnaval. Em outubro de 2013, Chagas foi homenageado pela Academia Maranhense de Letras (AML), onde ocupava a cadeira de número 28.

No dia em que completou 89 anos (2013), a AML presenteou o autor com a reedição do livro ‘Colégio do Vento’. Na ocasião, escritores da Academia se reuniram na casa de José Chagas para celebrar o aniversário do escritor e entregar a reedição do livro de sonetos. Em dezembro de 2014 ele recebeu outra homenagem. Desta vez, poemas seus foram musicados e viraram canções gravadas por cantores maranhenses e nomes importantes da MPB, no disco “A Palavra Acesa de José Chagas”.

O disco uma verdadeira obra-prima é de autoria de Zeca Baleiro e do poeta Celso Borges que, entusiasmados com a poesia de Chagas, chamaram músicos e cantores para transformar 14 de seus poemas em canções. O resultado foi um trabalho belíssimo que coloca em evidência o talento do paraibano/maranhense.

Dois poemas de Chagas já haviam ganhado versão musical nos anos de 1970: “A Palafita” e “Palavra Acesa”, feitas pelo grupo Quinteto Violado, essa última ficou conhecida quando tocou na novela Global “Renascer”, em 1993. E foi o tema do personagem Tião Galinha.

Sua preocupação social lhe rendeu a representação popular como vereador em São Luís e significativa contribuição no ofício de jornalista. Chagas era um dos principais cronistas dos jornais impressos do estado.

José Chagas veio a óbito em São Luís do Maranhão, vítima de complicações de um acidente vascular cerebral – AVC. Vários literatos, artistas, professores e intelectuais maranhenses foram dar o último adeus a José Chagas na AML.

Trecho do poema “Os telhados”, de José Francisco das Chagas, escrito em 1972:

Aqui testemunho

O crime do silêncio,

Compareço ao vazio

E não lhe nego aplausos

Sei amar sem amor sua densa amplitude,

Cárcere solto

Punindo meus olhos

Com a própria fuga

[…]

Enquanto sofro

Soluço meus ossos

Choro papel e pó

Medito relva

Murmuro muro

Me amparo a um seio de solidão

E ordenho o seu manancial impuro.

 

Fontes:

http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2014/05/poeta-jose-chagas-morre-aos-89-anos-em-sao-luis.html/

http://www.guesaerrante.com.br/2005/11/28/Pagina56.htm/

http://www.maranhaodagente.com.br/maranhao-perde-o-poeta-jose-chagas/

http://zelopesbacabal.blogspot.com.br/2014/05/a-poesia-esta-de-luto-morre-jose-chagas.html/

http://hugo-freitas.blogspot.com.br/2014/05/luto-na-literatura-morte-vida-e-obra-do.html/

http://www.territoriodamusica.com/resenhas/?c=5023/

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