Pesquisa e texto: Gustavo Roberto
Naturalidade: João Pessoa – PB
Nascimento: 2 de dezembro de 1955
Atividade artístico-cultural: Escritora e gestora cultural
Atividade exercício-profissional: Historiadora, pesquisadora e professora universitária
Lúcia de Fátima Guerra Ferreira é uma historiadora, pesquisadora, professora universitária e gestora cultural paraibana. Professora aposentada da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), destacou-se por sua atuação nas áreas de história política, memória, direitos humanos, documentação e preservação de arquivos históricos. Também desenvolveu importante trabalho voltado à organização documental e à preservação da memória política da Paraíba e do Brasil.
Natural de João Pessoa, nasceu em 2 de dezembro de 1955. Graduou-se em História pela UFPB, realizou mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorado na Universidade de São Paulo (USP).
Iniciou a carreira docente na rede estadual de ensino da Paraíba, atuando entre 1976 e 1985 nas escolas Presidente Médici e Professora Úrsula Lianza. Posteriormente, consolidou trajetória acadêmica na UFPB, onde exerceu atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. Na universidade, foi pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, além de atuar em diversos setores relacionados à documentação, informação e preservação de acervos institucionais.
Ao longo da carreira, participou de projetos voltados à valorização da memória histórica, democratização do acesso à informação e preservação documental. Desenvolveu pesquisas sobre ditadura militar, direitos humanos, justiça de transição e memória política, temas que se tornaram centrais em sua produção intelectual e institucional.
Desde 2018 atua na Fundação Casa de José Américo (FCJA), inicialmente como diretora do Departamento de Documentação e Arquivo e, a partir de 2019, como gerente executiva de Documentação e Arquivo. Na instituição, coordena ações de preservação documental, organização de acervos históricos e difusão educativa, científica e cultural do patrimônio da fundação. Também integrou a Comissão de Instalação do Memorial da Democracia da Paraíba.
Lúcia Guerra integrou ainda a Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba e o Comitê Paraibano Memória, Verdade e Justiça, participando de investigações e ações voltadas à documentação de violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura civil-militar brasileira. Sua atuação esteve ligada à defesa das políticas de memória, verdade e reparação histórica.
É autora de obras como Raízes da Indústria da Seca: o Caso da Paraíba, Igreja e Romanização e Memória e Verdade sobre a Ditadura: Raspando as Cores para o Mofo Aparecer, lançado em 2025 pela Editora do Centro de Comunicação, Turismo e Artes da UFPB. O livro reúne artigos e ensaios produzidos ao longo de sua trajetória acadêmica sobre ditaduras militares na América Latina, direitos humanos, memória política e processos de democratização no Brasil, com especial atenção à realidade paraibana. A obra inclui textos elaborados em parceria com pesquisadores e orientandos, além de estudos inéditos em português sobre financiamentos internacionais às ditaduras latino-americanas.
Reconhecida por sua contribuição à historiografia paraibana e às políticas de preservação da memória, Lúcia de Fátima Guerra Ferreira construiu trajetória marcada pelo compromisso com a educação pública, a pesquisa histórica e a defesa da democracia e dos direitos humanos.
Fontes: