Pesquisa e texto: Gustavo Roberto
Naturalidade: João Pessoa – PB
Nascimento: 23 de agosto de 1945 // Falecimento: 6 de dezembro de 2008
Atividades artístico-culturais: escritor
Atividade exercício-profissional: advogado e jornalista
Luiz Augusto Crispim, foi um importante advogado, escritor e jornalista paraibano, além de desempenhar diversos cargos públicos e de docência. Filho de Napoleão Crispim e Maria Tereza da Franca Crispim, realizou seus primeiros estudos no Grupo Escolar Epitácio Pessoa e o Liceu Paraibano, em João Pessoa. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba, onde também concluiu a graduação em Língua e Literatura Francesa. Mais tarde, obteve o título de mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela mesma instituição.
Desde o início de sua carreira, dedicou-se ao jornalismo, atuando como redator e editorialista no Jornal Correio da Paraíba. Além disso, desempenhou funções de destaque, como diretor de redação na Secretaria de Turismo e Divulgação do Estado, diretor geral do jornal A União e redator chefe de O Norte. Trabalhou ainda como correspondente de veículos de grande circulação, como O Globo, Folha de S. Paulo e Revista Visão, e integrou entidades como a Associação Paraibana de Imprensa e a Associação Cultural Franco Brasileira.
Manteve uma coluna diária no Correio da Paraíba por mais de vinte anos, apresentando textos que se destacavam pela sensibilidade urbana e poética em suas crônicas jornalísticas.
É o autor de inúmeras obras, incluindo ensaios, crônicas, romances e poesias. Entre seus livros notáveis estão: Por uma Estética do Real (ensaio); O Arco e a Fonte (crônicas); Os Anéis da Serpente (romance); A Expiação de Orfeu; Poemas da Estação; Os Pecados da Tarde; As Artes da Paixão; A Dama da Tarde; Os Delitos da Glória (Coleção Literatura Viva); Estudos Preliminares de Direito (obra jurídica).
Em 1975, recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Regional por uma reportagem sobre o estímulo à economia de cordel. Também foi homenageado com menções honrosas da UFPB (pela monografia sobre Euclides da Cunha, em 1968) e da Fundação Cultural Manuel Bandeira (por serviços prestados à cultura paraibana, em 1973). No âmbito do serviço público estadual e municipal, exerceu diversos cargos, como Presidente da PBTur (Turismo do Estado), Diretor Presidente da Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego (FUNESC), Secretário de Comunicação Social e de Cultura, Esporte e Turismo da Paraíba, Procurador Geral do Estado e do Município de João Pessoa, Chefe da Casa Civil do Governo estadual, Professor universitário nos cursos de Comunicação e Direito da UFPB e Unipê.
Seu nome foi considerado para ocupar uma cadeira no Tribunal de Justiça da Paraíba. Sua trajetória é marcada por realizações tanto no campo do Direito quanto na cultura e educação.
Luiz Augusto Crispim foi empossado na cadeira nº 3 da APL em 28 de abril de 1979, recebendo as boas-vindas do acadêmico Higino Brito. Liderou a Academia por dois mandatos consecutivos, de 1984 a 1990, período em que idealizou o Círculo de Estudos sobre Autores Paraibanos, criou a Coleção Literatura Viva, composta por 19 títulos, e implementou, nas instalações da APL, o Memorial Augusto dos Anjos.
Após uma extensa batalha contra um câncer de próstata, ele faleceu aos 63 anos, em 6 de dezembro de 2008. O velório ocorreu na APL, e o enterro foi realizado no Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa. Em reconhecimento, a Prefeitura de João Pessoa abriu uma escola municipal com seu nome no bairro dos Ipês no ano subsequente.
Sua obra literária, seu posicionamento no meio acadêmico e seu trabalho em prol da sociedade o estabelecem como um dos grandes nomes da cultura paraibana no século XX.
Fontes:
Correio das Artes. A União. Setembro de 2015 – Ano LXVI – Nº 7. “Luiz Augusto Crispim: Conhecimento é direito de todos”.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Augusto_Crispim
https://www.maispb.com.br/693763/crispim-15-anos-do-adeus.html