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Data de publicação do verbete: 23/09/2015
Atualizado em: 20/06/2025

Monumento Farra da Bodega

Monumento Farra da Bodega

A obra de arte esculpida em bronze é de autoria de Joaz Pereira Passos, e está fincado às margens do Açude Velho, em Campina Grande,

Município: Campina Grande-PB

Inauguração: 2003

Inaugurada em 2003, esta obra do artista Campinense Joás Pereira Passos é feita de bronze e fica localizada no logradouro próximo ao Museu de Arte Popular da Paraíba, também conhecido como Museu dos Três Pandeiros, às margens do Açude Velho, mais um cartão postal da cidade.

Trata-se de um “conjunto escultório” intitulado farra de bodega, que reúne, em torno de uma mesa, esses dois personagens imortais da música brasileira Jackson do Pandeiro Rei do ritmo e Luiz Gonzaga Rei do baião.

Vários elementos dão unidade às esculturas, e ao mesmo tempo ressaltam com extrema sensibilidade a individualidade dos artistas. A obra é interativa e qualquer pessoa pode sentar-se no banquinho de bronze para tirar fotografias.

Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga foram os pioneiros no que diz respeito à música Nordestina. Os ritmos: Xote, xaxado e baião faziam parte da história de vida destes dois nordestinos, pobres e batalhadores. Desde pequenos foram incentivados por seus pais a fazerem parte do mundo da música.

O pai de Luís trabalhava na roça e nas suas horas vagas tocava seu acordeão, e ensinava o a seu filho a arte de tocar o instrumento. A mãe de Jackson foi a primeira a lhe presentear com um pandeiro. Com o passar dos anos, os dois músicos começaram a compor algumas de muitas músicas, que se tornaram verdadeiros hinos, como: “Asa Branca” (Luiz Gonzaga) e “Sebastiana” (Jackson do Pandeiro), e que são cantadas e até foram regravadas pelos mais diversos cantores brasileiros.

O Rei do Baião e o Rei do Ritmo, como ficaram conhecidos, conseguiram levar a sua cultura nordestina, para todo o mundo, e sem negar as suas origens levaram para todo o país, a tradição, a alegria; mas também a tristeza e a pobreza do Sertão Nordestino. Hoje suas imagens enfeitam a cidade de alegria e de belas recordações.

Orgulho do povo do Nordeste, estes cantores representam, para a maioria dos nordestinos, a força e a coragem para vencer na vida. Presente no cotidiano dos campinenses, este monumento já faz parte da paisagem urbana da cidade e muitas vezes não é percebido por parte da população que já se acostumou com o ponto turístico.

Como uma forma de perpetuar a memória desses artistas e suas contribuições para a cultura nordestina, o monumento se tornou um dos principais pontos turísticos da cidade, frequentado por pessoas do estado, do Brasil e do mundo. Campina Grande é uma cidade que valoriza a cultura e a arte, a obra Farra de Bodega é um exemplo: além de homenagear dois dos maiores nomes da música nordestina, a produção é um símbolo do rico artesanato da região.

Fontes:

http://www.paraibacvb.com.br/noticias/estatuas.htm

http://www.overmundo.com.br/overblog/luiz-gonzaga-e-cem-preito-a-jackson-do-pandeiro

https://paraibaonline.com.br/sao-joao/2024/06/15/monumento-farra-da-bodega-a-personificacao-da-cultura-nordestina/

https://www.sicoobparaiba.com/monumento-farra-de-budega/

Atualizado por Sandra da Costa Vasconcelos

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