Pesquisa e texto: Jonas do Nascimento dos Santos
Título: Quando Sair Lá Fora Serei Ana
Ano de produção: 2025
País: Brasil
Gênero: Drama / Ficção
Duração: aproximadamente 25 minutos
Formato: Digital
Cromia: Colorido
Direção: Jamila Facury e Edson Lemos Akatoy
Roteiro: Jamila Facury
Produção Executiva: Deborah Abreu
Direção de Produção: Uégillys Keyllor
Direção de Fotografia: Marcelo Quixaba
Direção de Arte: Tina Medeiros
Concepção Sonora: Luã Brito e Mayara Valentim
Trilha Sonora Original: Luã Brito
Montagem / Edição: Edson Lemos Akatoy
Elenco Principal: Jamila Facury e Matheus Leonel
Produção: Restinga Filmes
Distribuição: Cajuína Audiovisual
Fomento: Lei Paulo Gustavo, com apoio de políticas públicas de incentivo à cultura
Local de filmagem: João Pessoa – PB
Festivais e Exibições: 36º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo – Kinoforum (Mostra Brasil)
Sinopse
Após sobreviver a uma tentativa de feminicídio cometida por seu ex-companheiro, Kelly vê sua vida ser abruptamente interrompida. Para garantir sua segurança, ela é incluída no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (PROVITA), o que a obriga a abandonar sua identidade, seus vínculos afetivos e sua história. A partir desse rompimento radical, Kelly passa a se chamar Ana. Em um novo território e sob uma nova identidade, Ana tenta reconstruir sua existência enquanto enfrenta as marcas profundas da violência sofrida. O cotidiano é atravessado por crises de ansiedade, síndrome do pânico e pela constante sensação de vigilância, revelando que a proteção física não é suficiente para silenciar os traumas emocionais. O passado insiste em se manifestar, seja por meio de memórias fragmentadas, seja pelo medo persistente que acompanha cada passo fora de casa. Quando Sair Lá Fora Serei Ana é um retrato sensível e contundente sobre a experiência de mulheres sobreviventes da violência de gênero. O curta propõe uma reflexão sobre identidade, pertencimento e resistência, ao mesmo tempo em que denuncia o impacto psicológico e social do feminicídio — mesmo quando ele não se consuma. Ao acompanhar o processo de reconstrução de Ana, o filme evidencia a força necessária para existir em um mundo que constantemente impõe silêncios, rupturas e recomeços forçados.
Fontes: