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Data de publicação do verbete: 30/04/2026

Rada

Rada

Pesquisador da cultura popular.

Pesquisa e Texto: Campina Cultural
Supervisão Editorial: Simone Eliz

Nome completo: Radamés Alves Rocha da Silva
Nome artístico: Rada
Naturalidade: Remígio – PB
Reside em: Esperança e Areia – PB
Atividades no campo das artes e cultura: Professor do ensino básico, educador em artes e pesquisador da cultura popular

Radamés Alves Rocha da Silva, conhecido como Rada, é educador, pesquisador e arte-educador cuja trajetória se desenvolve na interface entre artes visuais, cultura popular e educação. Natural de Remígio (PB), teve a infância vivida na zona rural como elemento formador de sua sensibilidade e de sua compreensão sobre memória, território e tradição. Atualmente reside entre os municípios de Esperança e Areia, onde atua como professor da Educação Básica da rede pública estadual e municipal, além de coordenador de Artes da Prefeitura Municipal de Areia.

Doutor em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP (2019), mestre pela mesma instituição (2013) e licenciado em Artes Visuais pelo CEUCLAR-SP (2013), possui especialização em Design da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco (2009) e graduação em Design Industrial pela Universidade Federal de Campina Grande (2006). Encontra-se em estágio pós-doutoral em Interculturalidade pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Sua trajetória docente inclui atuação no Colégio Pentágono, em São Paulo, onde trabalhou por cerca de dez anos como professor de artes, história da arte, infoeducador e coordenador de área. Também foi professor substituto do curso de Artes Visuais da UFPE, docente nos cursos de Arquitetura e Design da UNINOVE/SP, professor da rede municipal de Areial (PB) e autor do currículo de Arte do município de Hortolândia (SP).

Com forte atuação na arte-educação, desenvolve projetos voltados à mediação cultural, narrativas orais, cultura popular e educação patrimonial. Foi curador educacional do Museu Casa Pedro Américo (2023/2024) e da Casa Rural Portuguesa de Sobrado, conhecida como Casarão José Rufino (2024), em Areia (PB), além de curador do educativo do Prêmio Brasil Fotografia (2012 e 2013). Também lecionou no curso FIC de Educação Patrimonial do IFPB – Campus Areia.

Entre suas iniciativas, destacam-se projetos como Queima de Flores, Terço Boiado, narrativas sobre os Sacys e um inventário sobre as rezadeiras, ações que articulam memória coletiva, imaginário popular e práticas educativas. Nesse campo, atua também na preservação de espaços de memória no distrito de Muquém (Areia), especialmente ligados à memória de Zé Tintino, de quem é neto. Defensor da inserção da cultura popular no currículo escolar, compreende a ludicidade como ferramenta essencial no processo formativo e na valorização do patrimônio imaterial.

Em 2023, recebeu o Prêmio de Práticas Inovadoras da Educação, concedido pela Assembleia Legislativa da Paraíba. Em 2025, foi reconhecido com o prêmio Professor Nota 1000, concedido pelo Governo do Estado da Paraíba, com projeto desenvolvido na Escola Irineu Joffily. Também recebeu os títulos de Cidadão Areiense e Cidadão Esperancense. Membro da Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP) e da Federação de Arte Educadores do Brasil (FAEB), segue atuando em formações, pareceres, exposições e projetos, reafirmando a arte como espaço de mediação, pertencimento e construção de identidade cultural.

Fonte:

Todas as informações presentes neste verbete foram checadas diretamente com a agente cultural (Rada).

Fotos: Acervo pessoal (Rada)

 

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