Entrevista e texto: Sara Fortunato
Naturalidade: Princesa Isabel – PB
Atividade artístico-cultural: poetisa e escritora
Atividade Profissional: Professora de Língua Portuguesa
Instagram: @rosilene_leonardoo
Facebook: Academia Princesense de Artes e Letras
Rosilene Leonardo da Silva é poeta e escritora, nascida e residente em Princesa Isabel, Paraíba. Graduada em Letras, com especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional, atualmente é pós-graduanda em Gestão e Produção Cultural pela Universidade Estadual de Paraíba – UEPB. Iniciou sua trajetória artística ainda criança, aos 8 anos, quando a leitura não era uma prioridade no ensino formal e o acesso aos livros era escasso. Mesmo sem incentivos diretos, a escrita surgiu como um instinto criativo e se transformou, com o tempo, em uma ferramenta de expressão, denúncia e resistência.
Na adolescência, já se destacava em concursos escolares e produções literárias, especialmente em cordéis, poesias rimadas e textos narrativos. Com o amadurecimento, sua escrita passou a refletir os atravessamentos da vida das mulheres — suas dores, silenciamentos e lutas cotidianas. Seu trabalho literário dialoga com temas como o feminismo, a desigualdade social, as memórias afetivas e o universo simbólico do Sertão nordestino.
É autora dos livros Versos Descascados, uma coletânea poética de tom intimista e reflexivo, e Café Morno, livro de contos premiado que resgata memórias da infância no quintal de sua casa, cenário das primeiras descobertas literárias e existenciais. Para Rosilene, “a escrita continua sendo esse quintal: um lugar de inventar, recriar, resistir — e hoje, também de denunciar e curar”.
Sua produção literária foi reconhecida em diversas iniciativas nacionais. Recebeu destaque no Concurso Literário “A Arte da Palavra” (2023), no Concurso Literário José Lins do Rego (2023) com o livro Café Morno, no 3º Concurso Literário do IFPB em homenagem a Lourdes Ramalho e Marília Arnaud, e no Concurso Projeto Poesia na Escola, da Editora Palavra e Arte. Teve textos selecionados para antologias como
Mulheres Empoderadas (Editora Contos Livres), O Som da Chuva e Poesia Viva, além de ter participado do I Festival Internacional de Poesia de Betim. Também colaborou com o jornal Correio das Artes, com o conto “É chegada a hora”.
Atualmente, desenvolve diversos projetos que ampliam sua atuação na cena cultural e literária do Sertão paraibano. Entre eles, destacam-se o projeto Letras Reprimidas: uma análise da produção literária feminina e o processo de de(s)colonização em Princesa; a produção de um segundo livro de contos, um novo livro de poesias e um livro de ensaios feministas; o lançamento de um livro de poesias infantis; e ações interdisciplinares como o projeto de poesia na construção do coco de roda e o projeto de dança Águas Princesenses, ambos em andamento. Também está em fase de pesquisa para a produção de um livro biográfico sobre figuras históricas de Princesa Isabel.
A escrita de Rosilene Leonardo é marcada por um olhar aguçado sobre o cotidiano, a memória e a condição feminina no sertão. Sua obra é profundamente enraizada na vivência nordestina, mas atravessa fronteiras ao abordar questões universais de forma sensível, crítica e poética..
Fonte: entrevista cedida a Sara Fortunato em 3 de setembro de 2025.