Pesquisa e texto: Jonas do Nascimento dos Santos
Título: Sinais
Direção: Maxsuel Tavares
País: Brasil
Locação: João Pessoa – PB
Ano de lançamento: 2025
Gênero: Drama / Romance
Formato: Curta-metragem
Instituição de origem: Universidade Federal da Paraíba (Curso de Cinema e Audiovisual – CCTA)
Exibição: Cine Banguê – programação especial do projeto Curta Banguê
Sinopse
O curta-metragem Sinais acompanha a história de Gabriel, um jovem estudante que vive os conflitos e descobertas típicos da juventude. Em meio à rotina escolar e às relações com amigos e familiares, sua vida começa a mudar quando ele conhece Lucas, um rapaz surdo cuja presença desperta nele sentimentos novos e intensos. Inicialmente, a aproximação entre os dois é marcada por curiosidade, timidez e dificuldades de comunicação. Gabriel percebe que, para se conectar verdadeiramente com Lucas, precisa ultrapassar barreiras que vão além da simples linguagem falada. A partir desse encontro, ele passa a refletir sobre empatia, inclusão e sobre a importância de compreender o outro em sua singularidade. O contato com Lucas o leva a descobrir um universo até então desconhecido, no qual a comunicação acontece através de gestos, expressões e da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao longo da narrativa, Gabriel enfrenta dúvidas internas, inseguranças e também pressões sociais que surgem quando ele começa a entender melhor seus próprios sentimentos. Enquanto tenta se aproximar de Lucas e aprender novas formas de se comunicar, ele também passa por um processo de amadurecimento emocional e autoconhecimento. A relação entre os dois se desenvolve de forma sensível, revelando como o afeto pode surgir mesmo em meio às dificuldades e como a comunicação verdadeira vai muito além das palavras. Com uma abordagem delicada e intimista, o curta explora temas como inclusão, acessibilidade, descoberta da identidade e as diferentes maneiras de expressar o amor e a amizade. Ao mostrar a experiência de um relacionamento que atravessa barreiras linguísticas e sociais, a história convida o espectador a refletir sobre a importância da escuta, da empatia e da abertura para compreender realidades diferentes da própria. No final, Sinais revela que os sentimentos humanos podem encontrar caminhos inesperados para se manifestar e que, muitas vezes, os gestos mais simples — um olhar, um sorriso ou um movimento das mãos — podem dizer muito mais do que qualquer palavra.
Fontes: