Pesquisa e texto: Maria Beatriz Paulino
Naturalidade: Pedra Lavrada – PB
Nascimento: 18 de novembro de 1905// Falecimento: janeiro de 1994
Atividade artístico-cultural: Músico
Batizado Francisco Celestino da Silva, era carinhosamente conhecido como Titico, filho de Ana Maria e Joaquim. Aos cinco anos, aprendeu a tocar assistindo o pai consertar instrumentos musicais, como sanfona, violino, violão e o seu “buzinofone”. Tocava em serestas, missas, casamentos e no Cine São Francisco.
Aos 13 anos, construiu um carro de madeira. Também atuou como carpinteiro, marceneiro, pintor e eletricista, além de trabalhar consertando armas, como ourives e relojoeiro. Após um acidente durante um passeio ao então distrito de Areal, transformou um Chevrolet 1928 em uma caminhonete. Foi ainda responsável por consertar o primeiro rádio que chegou à cidade, assim como muitos outros posteriormente, em uma época em que não era possível esperar pela chegada de um técnico especializado.
Católico, na década de 1950 integrou a Escola Cantório Sagrado Coração, ao lado de Hilda Batista. Também dirigiu o coro da matriz de Nossa Senhora do Bom Conselho e compôs músicas que iam de sambas a valsas. Orador destacado, foi um dos fundadores do antigo Esperança Clube e do Centro Social Lítero-Recreativo, que mais tarde se transformaria no Centro Artístico-Operário e Beneficente de Esperança (CAOBE). Na vida política, chegou a exercer o cargo de vice-prefeito na gestão de Joaquim Virgolino, entre 1955 e 1959.
Foi casado com Juliana Tavares desde 1929, conhecida como “mãe da pobreza”. O casal recebeu em sua residência todas as camadas sociais, entre elas os padres amigos Palmeira e Borges, além dos foliões da cidade que tomaram cerca de 100 litros de licor no Carnaval de 1973.
A trajetória de Seu Titico foi registrada em diferentes momentos: em 1974, alunos do professor Nino Pereira produziram sua primeira biografia; em 1985, nas comemorações dos 60 anos de Esperança, recebeu homenagem em um tabloide comemorativo; após sua morte, em 1994, a biografia foi entregue à família e um artigo apresentou sua história ao público paraibano; e, em 1995, nas celebrações dos 70 anos da cidade, ele voltou a ser homenageado em uma publicação local com uma caricatura.
Fontes:
https://historiaesperancense.blogspot.com/2015/01/titico-celestino.html
https://www.xn--esperanareeditada-gsb.com/2015/01/seu-titico-centenario-evaldo-brasil.html