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Banda Cabruêra relança clássico ‘Visagem’ em Vinil para celebrar 15 Anos

Álbum clássico paraibano ganha reedição especial de 15 anos de lançamento com arte restaurada, prensagem de alta fidelidade e tiragem limitada

O icônico álbum “Visagem”, da banda paraibana Cabruêra, está de volta em grande estilo para comemorar seus 15 anos de lançamento. Considerado um marco da música alternativa brasileira dos anos 2000, o disco ganha sua primeira edição em vinil, uma parceria especial com a gravadora Taioba Music. Prepare-se para uma experiência sonora e visual restaurada: o vinil será de 180g na cor cinza esfumaçado, com uma tiragem superlimitada de apenas 300 cópias.

‘Visagem’ retorna em edição limitada. Imagem: Reprodução/Assessoria

A pré-venda já começou no site da Taioba Discos, com os primeiros envios programados para 28 de novembro de 2025. Esta edição exclusiva conta com uma remasterização impecável feita por João Lima, garantindo a máxima fidelidade sonora. A arte gráfica original, de Augusto Pessoa e Roberto Matos, foi cuidadosamente restaurada, prometendo uma imersão completa no universo de “Visagem”.

Lançado originalmente em 2010 com produção de João Parahyba (Trio Mocotó), “Visagem” representa o ápice da sonoridade da Cabruêra. O álbum é uma fusão vibrante de raízes nordestinas – como repente, ciranda e maracatu – com influências globais de rock, jazz, rap e música eletrônica. Faixas como “Doce de Coco”, “Pisa Morena” e “Aruanda” continuam a ecoar um Nordeste místico e urbano, provando que seus arranjos permanecem atuais, mesmo uma década e meia depois.

Para os membros da banda, esta reedição em vinil é mais do que um lançamento. “Para a Cabruêra, o lançamento do ‘Visagem’ em vinil é de extrema importância, pois marca a fase em que a banda definiu uma sonoridade com esse quarteto — formação com a qual gravamos mais álbuns”, revela o baixista e vocalista Edy Gonzaga. Ele destaca o toque especial da produção de João Parahyba e a tranquilidade da gravação no Fábrica Estúdios, que resultaram em um trabalho que deixou todos “muito felizes”.

O baterista e vocalista Pablo Ramires reforça a importância do formato físico: “É importantíssimo para a Cabruêra ter seus trabalhos em formatos físicos como vinil e cassete, mercados que cresceram muito e nos quais ainda não estávamos inseridos.” Ele expressa a realização de um sonho pessoal: “Com o convite da Taioba, isso se concretizou com o relançamento de um disco divisor de águas. É também a realização de um sonho para mim, que comecei a consumir música antes do digital e nunca tive um trabalho meu nesses formatos. Serei eternamente grato.”

A crescente demanda por vinis no Brasil é um testemunho do valor duradouro do formato. Segundo a Pró-Música Brasil, o consumo de vinis no país cresceu 45% em 2024, movimentando impressionantes R$ 16 milhões. Esse dado ressalta não apenas o vinil como item de colecionador, mas também como uma alternativa de receita vital para artistas independentes. A Taioba Music estima que lançamentos em vinil podem gerar um retorno financeiro de R$ 12 mil a R$ 20 mil para os artistas, viabilizando novos projetos e turnês.

Na Paraíba, esse movimento é ainda mais visível, com o florescimento de lojas especializadas, novos selos e eventos como a Feira Paraíba Vinil, que em junho de 2025 atraiu mais de 2.500 pessoas em João Pessoa. A Taioba Music tem sido uma peça central nesse cenário, atuando como gravadora, loja e curadora de lançamentos que celebram a música nordestina com autenticidade.

“Ter em mãos um vinil traz aquela memória afetiva, pois todos nós iniciamos nosso interesse pela música quando o vinil representava uma parte importante dessa relação. É uma mídia mais imersiva: ouvir, ler, pegar, ter informações da gravação, banda e arte”, opina Edy Gonzaga. Ele conclui: “Além de ser um merchandising luxuoso, é uma ferramenta rica para mostrar a banda aos produtores e representa cuidado com a música e com o nosso trabalho. Acredito ser um privilégio para qualquer artista ter seu trabalho prensado em vinil.”

Sobre a Cabruêra

Formada em Campina Grande (PB) em 1998, a Cabruêra construiu uma identidade sonora única ao fundir o cancioneiro popular nordestino (repente, embolada, maracatu, bandas de pífano) com influências do rock, jazz, rap e música eletrônica. O nome “Cabruêra” remete ao universo do cangaço, simbolizando a proposta antropofágica do grupo: absorver diversas influências musicais e transformá-las em uma linguagem própria e contemporânea.

A banda ganhou reconhecimento desde seu primeiro álbum (2000), conquistando o Kikito de Melhor Trilha Sonora no Festival de Gramado. Sua trajetória internacional começou em 2001, com turnês pela Europa e um disco lançado pela gravadora alemã Piranha Records. A Cabruêra brilhou em festivais como WOMAD (Itália), Roskilde (Dinamarca), Montreux Jazz (Suíça) e POPkomm (Alemanha), além de marcar presença nos maiores festivais brasileiros, como Abril Pro Rock, Rec-Beat, Goiânia Noise e Mada.

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