Inspirada na obra Água Viva, de Clarice Lispector, a performance ocupa o Museu de Arte Popular da Paraíba no dia 11 de abril, com duas sessões
Gustavo Roberto

Escrito por Dias Miranda e interpretado por Diogo Targino, que também assina a direção, o monólogo propõe uma experiência intimista, marcada por reflexões sobre existência, identidade, ausência e sensibilidade feminina. A montagem dialoga com o universo literário de Clarice ao construir uma personagem atravessada pela dor e pela contemplação.
Segundo Diogo Targino, “A Mulher Distante fala sobre uma mulher que chora pelo seu amado que foi embora. A sensibilidade e a dor da ausência são traços fortes durante o espetáculo”.
A personagem amplia essa ausência para além do amor perdido: reflete sobre amigos que partiram, sobre a vida e a morte, as flores, os pássaros, os sons e até os anjos.
A proposta cênica aposta na força do silêncio e da palavra como elementos centrais da narrativa.
“A sensação é vê-la distante perante toda a reflexão. O silêncio dos inúmeros questionamentos traz a voz”, destaca o artista.
Inicialmente prevista para às 20h, a apresentação teve ingressos esgotados, o que motivou a abertura de uma nova sessão no mesmo dia, às 19h. Com apenas 40 poltronas disponíveis em cada horário, a montagem reforça o caráter intimista da apresentação, criando proximidade entre público e cena e valorizando a intensidade do texto e da interpretação.
A realização no MAPP também evidencia o papel do museu como espaço de valorização da arte autoral e da produção cênica contemporânea na Paraíba.
Serviço
Local: Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP)
Data: 11 de abril
Horários: 19h (sessão extra) e 20h (esgotada)
Ingressos: R$ 10,00
Reservas e contribuições via Pix: atordiogotargino@gmail.com